quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Banco Central autoriza BB a comprar até 75% de banco argentino

Banco Central autoriza BB a comprar até 75% de banco argentino

Brasília - O Banco do Brasil (BB) informou nesta quarta-feira (3) que o Banco Central (BC) autorizou a compra do Banco da Patagonia, com sede em Buenos Aires, Argentina. No último dia 28, o BC autorizou o aumento da posição acionária do BB de 51% para até 75% do capital total e votante do banco argentino, em decorrência da Oferta Pública de Aquisição Obrigatória de Ações, prevista no contrato de compra e venda de ações, firmado em 21 de abril deste ano.

No dia 21 de outubro, o BB já tinha sido autorizado a comprar ações ordinárias que representam 51% do capital total e votante do Banco Patagonia.

No comunicado ao mercado, o BB informa ainda que o fechamento da operação depende ainda de autorização do Banco Central da Argentina e da Comissão Nacional de Defesa da Concorrência daquele país.

O objetivo do BB é atender cerca de 400 empresas brasileiras que atuam na Argentina. A instituição incorporada tem 154 agências.



*Fonte:http://www.oimparcialonline.com.br/noticias.php?id=63929

Ativista iraniana espera intervenção de Dilma contra execução de Sakineh

Ativista iraniana espera intervenção de Dilma contra execução de Sakineh

A porta-voz de uma organização internacional que luta contra a prática do apedrejamento disse esperar que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, intervenha para tentar evitar a execução da iraniana Sakineh Ashtiani, condenada à morte em seu país por adultério.

"Dilma é mulher, e conhece bem os problemas enfrentados por mulheres", disse a ativista iraniana Mina Ahadi, do Comitê Internacional contra Apedrejamento (Icas), por telefone, à BBC Brasil.

Ahadi disse saber que o Brasil tem bom trânsito com as autoridades iranianas, mas afirmou que ainda não teve conhecimento de nenhuma manifestação recente por parte do Brasil a respeito do caso.

A execução da iraniana estava marcada para esta quarta-feira, mas não ocorreu.

Ahadi disse que a execução não poderia mais ser realizada no decorrer do dia, porque "as execuções são realizadas no nascer do sol, e ela (a execução de Sakineh) não ocorreu".

Segundo Ahadi, a pressão realizada por governos europeus e pelo Parlamento da União Europeia na véspera da execução pode ter levado as atutoridades iranianas ao adiamento.

"Mas Sakineh contínua em grave perigo", disse Ahadi. "Ela pode ser executada nos próximos dias".

O Irã já havia anunciado a substituição do apedrejamento de Sakineh para enforcamento.

Na última terça-feira, a assessoria de imprensa do Itamaraty informou que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reforçou o pedido humanitário do governo brasileiro em favor de Ashtiani durante conversa com o chanceler do Irã, Manouchehr Mottaki, no dia 22 de outubro.

Na última segunda-feira, o Icas informou que as "autoridades de Teerã" haviam dado sinal verde para que a pena fosse aplicada nesta quarta-feira.

Pressão

Na última terça-feira, diversos Parlamentos europeus fizeram pressão contra a aplicação da sentença.

Em Paris, grupos ligados ao filósofo Bernard-Henri Lévi reuniram cerca de 30 manifestantes num ato de apoio à iraniana.

O secretário de Assuntos Europeus da França, Pierre Lellouche, disse ter pressionado Teerã para a revisão da sentença, que considera "uma autêntica barbárie de outra época".

O vice-premiê espanhol Alfredo Pérez Rubalcaba afirmou que fará "o que estiver ao seu alcance para evitar um crime dessa natureza".

Na Bélgica, a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, pediu que o Irã impeça a execução de Sakineh e classificou o apedrejamento de "equivalente a uma tortura inaceitável".

Em Londres, o ministro das Relações Exteriores Alistair Burt ligou para o encarregado Safar Ali Eslamian Koupaei e cobrou notícias, mas o diplomata iraniano não confirmou a iminente execução.

A secretária de Estado americana Hillary Clinton também afirmou estar "profundamente preocupada" com os planos de levar a cabo a execução de Sakineh.

Clinton disse ainda que os Estados Unidos pedem que o Irã "suspenda imediatamente os planos de execução".

Adultério

O caso ganhou repercussão internacional em julho, e rendeu críticas severas ao governo de Mahmoud Ahmadinejad por violação dos direitos humanos.

Ashtiani, 43 anos e mãe de dois filhos, é acusada de participação no assassinato de seu marido e de adultério - o que é considerado crime no país.

O governo brasileiro chegou a oferecer asilo humanitário à iraniana, mas o pedido foi rejeitado por Teerã.

*Fonte: www.uol.com.br

Movimentação de cargas no Porto do Itaqui creceu 12,4%

Relatório da Emap considera o intervalo de janeiro a setembro de 2008, 2009 e 2010.

A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) divulgou um relatório comparativo da movimentação de cargas, referente ao intervalo de janeiro a setembro dos anos de 2008, 2009 e 2010. Como resultado, verifica-se um crescimento de 12,45% no triênio em referência. O volume de cargas subiu de 5,9 milhões de toneladas em 2008 para 6,6 milhões de toneladas neste ano.

Os números são referentes à movimentação de carga nos atracadouros públicos, ou seja, os berços 101, 102, 103, 104 e 106, pois o berço 105 é arrendado à mineradora Vale, que o denomina Píer II. Neste caso, o relatório revelou uma queda na movimentação de cargas, passando de 4,1 milhões de toneladas para 2,8 milhões, o que significa uma diferença de 46,8%.

Ainda a respeito dos cinco atracadouros públicos do Itaqui (considerando o intervalo de janeiro a setembro), a movimentação total de cargas em 2008 foi de 5.910.395 toneladas, que caiu para 5.378.555 toneladas em 2009, subindo para 6.646.278 toneladas neste ano.

No caso do Porto do Itaqui, os embarques e desembarques de derivados de petróleo constituem o principal item da pauta portuária. No período em referência, foram movimentados 4.512.057 toneladas em 2008, caindo para 4.408.549 toneladas em 2009 (queda de 2,34%), passando para 5.328.048 toneladas neste ano (diferença de 20,58%).

A movimentação de fertilizantes no Porto do Itaqui, que corresponde ao segundo item de maior volume de cargas do terminal, apresentou queda no triênio em referência, com 425.559 toneladas em 2008, caindo para 348.227 toneladas em 2009 e apresentando uma ligeira recuperação em 2010, com 369.310 toneladas. A variação foi de 15,23% de 2008 para este ano.

No caso das operações de carga geral (principalmente contêineres e maquinários para o setor industrial do estado), o Porto do Itaqui registrou alta de 130,73%. Neste quesito, foram movimentadas 79.873 toneladas de carga geral em 2008, passando para 91.288 toneladas em 2009 e subindo para 184.293 toneladas neste ano.

A movimentação de cargas de arroz também apresentou alta no período, na faixa de 29%. Foram registradas 83.891 toneladas em 2008, passando para 85.012 toneladas em 2009 e 108.399 toneladas este ano.

Destaque ainda para as operações com ferro-gusa no Porto do Itaqui, que sofreram uma grande variação no período em referência. A movimentação do produto foi de 304.406 toneladas em 2008, caindo para 177.130 toneladas no ano seguinte (diferença de 71,8%), voltando a crescer neste ano, com 341.552 toneladas, o que significa alta de 92,8% em relação ao ano passado e de 12,2% em relação a 2008.

Minérios

Voltando à movimentação de cargas no Píer II da Vale, isto é, o berço 105 do Porto do Itaqui, de janeiro a setembro de 2008 foram registradas 4.132.971 toneladas, volume que caiu para 3.146.601 toneladas no mesmo período de 2009, caindo mais ainda para 2.815.324 toneladas em 2010.

Neste caso, a queda maior é verificada nas operações com ferro-gusa. No período em referência, foram movimentadas 2.269.003 toneladas em 2008, volume que caiu para 985.986 toneladas no ano seguinte, decrescendo para 750.886 toneladas neste ano. A diferença de 2008 para 2010 chega a 202,17%.

Já os embarques de soja (em grãos) no berço 105 apresentaram alta de 32% no triênio. Foram 1.324.403 toneladas em 2008, subindo para 1.638.982 toneladas no ano passado, chegando ao patamar de 1.749.357 toneladas neste ano. Os resultados indicam um crescimento de 23,75% de 2008 para 2009, e de 6,73% de 2009 para 2010 nas remessas de soja.

Ao contrário dos embarques de soja em grãos, a movimentação de farelo de soja no berço 105 apresentou baixa no período. A movimentação do produto foi de 19.350 toneladas em 2008 e de 116.356 toneladas em 2009, chegando a 9.317 toneladas neste ano (variação de 107% no triênio).

Quanto à movimentação de cobre no berço 105, o relatório comparativo da Emap revelou uma pequena queda, na faixa de 16,87% no triênio. Foram 357.366 toneladas em 2008, volume que decresceu para 332.743 toneladas no ano seguinte e registrando 305.764 toneladas neste ano.

Navios

De acordo com o relatório comparativo da Emap, os seis atracadouros do Porto do Itaqui receberam 1.629 navios no período de 2008 a 2010, considerando o intervalo de janeiro a setembro de cada ano referência. Foram 494 embarcações em 2008 e 604 navios no ano passado (variação de 22,26%), chegando a 531 embarcações em 2010 (queda de 13,74%).

A taxa de ocupação dos atracadouros, segundo o relatório da Emap, cresceu no período em questão. O melhor resultado registrado foi no berço 104, que registrou taxa de ocupação de 74,15% em 2008, com ligeira queda para 71% no ano seguinte e subindo para 94% neste ano. O berço 104 é utilizado geralmente para movimentação de derivados de petróleo, assim como o berço 106, que também registrou alta na taxa de ocupação, passando de 71,49% em 2008, 76% em 2009 e 85% neste ano.

O berço 101 apresentou índice de 45,23% em 2008, subindo para 59% no ano seguinte e chegando a 60% neste ano. Já o berço 102 registrou índice de 78,49% em 2008, 75% em 2009 e 81% neste ano. O berço 103 variou bastante em termos de taxa de ocupação, passando de 88,4% em 2008, subindo para 92% no ano passado e decrescendo para 89% este ano.

*Fonte: imirante.com

Buracos ameaçam segurança dos motoristas em rodovia

Buracos ameaçam segurança dos motoristas em rodovia

Vários acidentes já aconteceram no trecho entre Imperatriz e Davinópolis

Davinópolis – Os motoristas que trafegam pela rodovia que interliga Imperatriz a Davinópolis (9 km de extensão) estão preocupados com a quantidade de buracos na pista que ameaça a segurança no trânsito, principalmente dos condutores de motocicletas que diariamente utilizam a estrada.

A rodovia chegou a ser totalmente recuperada pelo governo do Estado, mas a camada asfáltica apresenta diversos problemas que estão sendo corrigidos pela construtora Ducol, responsável pela execução da obra.

O vereador Julimar Hilarino (PTB) utilizou a tribuna para solicitar, em caráter de urgência, providências à construtora Ducol. Os serviços de reparos na rodovia foram iniciados na altura do Conjunto Vitória, mas estão em ritmo lento, deixando buracos abertos na pista, fato que tem provocado diversos acidentes, inclusive com vítimas fatais.

“Falta sinalizar os trechos que foram escavados para recuperar a malha asfáltica, pois acidentes de trânsito estão acontecendo toda semana nesta rodovia”, alerta o vereador, que faz um apelo à construtora para acelerar os serviços de reparos na pista, pois assim evitará acidentes neste começo do período invernoso na região tocantina.

Ele orienta os motoristas a redobrar a atenção, especialmente durante a noite, conduzindo os veículos em baixa velocidade, pois desta forma evitarão acidentes e danos materiais devido à grande quantidade de buracos que foram escavados na pista. “O trecho da barreira da Polícia Militar ao setor das cerâmicas requer uma atenção dos motoristas”, finaliza Julimar Hilarino. (Gil Carvalho-Colaborador)




segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Obama e outros presidentes parabenizam Dilma pela vitória

Obama e outros presidentes parabenizam Dilma pela vitória

Segundo Marco Aurélio Garcia, Obama convidou Dilma para visitar os EUA.
A transição de governo será tratada após viagem de Dilma, disse assessor.
 
O assessor da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falou por telefone com a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, para parabenizá-la e desejar boa sorte em seu governo.

Segundo o assessor, Obama ainda convidou Dilma para visitar os Estados Unidos e manifestou interesse em dar continuidade a projetos estratégicos com governo brasileiro, como os estabelecidos na área energética.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou nesta segunda (1) declaração do porta-voz P.J. Crowley, com cumprimentos a Dilma: "Parabenizamos a presidente eleita Dilma Rousseff por sua eleição. Também parabenizamos os milhões de brasileiros que exerceram seu direito de votar, tanto no primeiro turno, em 3 de outubro, como no pleito final, dia 31 de outubro. Esse processo eleitoral exemplar mais uma vez ilustrou o respeito brasileiro de longa data pelo governo democrático, pelos direitos civis e pelas liberdades individuais, valores que ambos partilhamos"

Marco Aurélio Garcia também revelou que a presidente eleita recebeu ligações do presidente da França, Nicolas Sarkozy, do presidente da Venezuela, Hugo Chavéz, do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, do presidente do México, Felipe Calderón, do primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, e do presidente do Chile, Sebastián Piñera. Chavez postou em seu twitter que seguirá "construindo a unidade Brasil-Venezuela".

Dilma teria ligado ainda para outros chefes de Estado que tentaram falar com ela no domingo ou nesta segunda, mas não haviam conseguido conversar coma presidente eleita.

No domingo, logo após a confirmação da vitória de Dilma, ligaram os presidentes do Uruguai, José Mujica, o de El Salvador, Mauricio Funes, e da Argentina, Cristina Kirchner.

Mais cedo nesta segunda, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, também felicitou Dilma, por sua vitória nas eleições, disse o ministro da Justiça e do Trabalho do país vizinho, Humberto Blasco.

O presidente da Bulgária, Georgi Parvanov, convidou nesta segunda-feira a presidente eleita do Brasil a visitar o país europeu, terra de origem do pai dela.

O pai de Dilma, Petar Roussev, deixou a Bulgária em 1929 e inicialmente migrou para a França, depois para a Argentina e, por fim, se instalou no Brasil com o nome de Pedro Rousseff. A família que ficou para trás, incluindo sua esposa grávida, acreditava que ele havia morrido.

Viagens e transição

O assessor especial confirmou que Dilma deve viajar nesta terça-feira (2), para um período de descanso. Dilma deve viajar para Porto Alegre (RS) nos próximos dias, para descansar e ficar com a família. Não há previsão de pronunciamento de Dilma nesta segunda-feira, segundo assessores.

Questionado sobre como será a transição de governo, Marco Aurélio disse que ainda não tem informação sobre o processo, mas o assunto será tratado assim que Dilma retornar da viagem. Ainda não há uma data definida para tratar da transição, mas é provável que uma reunião ocorra na sexta-feira (5) para discutir o tema.

Na próxima semana, Dilma deve viajar para Moçambique, na África, e para Seul, na Coreia do Sul, onde participa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reunião do G-20.


Veja o resultado para governador nos estados onde houve segundo turno

Veja o resultado para governador nos estados onde houve segundo turno


Em Roraima, a votação foi apertada. Anchieta Júnior, do PSDB, foi reeleito, com 50,41%.
Neudo Campos, do PP, obteve 49,59%.

 
Confira o resultado para governador nos oito estados onde houve segundo turno.

Centro-Oeste

Em Goiás, o tucano Marconi Perillo, do PSDB, se elegeu com quase 53% dos votos. Iris Rezende, do PMDB, ficou com 47,1%.

Nordeste

Em Alagoas, o atual governador, Teotonio Vilela, do PSDB, se reelegeu com 52,74% dos votos.

Ronaldo Lessa, do PDT, ficou com 47,26%.

Na Paraíba, vitória de Ricardo Coutinho, do PSB. Ele obteve 53,70% dos votos válidos. Zé Maranhão, do PMDB, ficou com 46,30%.

No Piauí, o atual governador Wilson Martins, do PSB, se reelegeu com 58,93% dos votos válidos. Sílvio Mendes, do PSDB, ficou com 41,7%.

Norte

No Pará, Simão Jatene, do PSDB, foi eleito com 55,74% dos votos válidos. A atual governadora, Ana Julia Carepa, do PT, ficou com 44,26%.

No Amapá, Camilo Capiberibe, do PSB, obteve a vitória com 53,77% dos votos válidos. Lucas Barreto, do PTB, ficou com 46,23%.

O novo governador de Rondônia é Confúcio Moura, do PMDB. Ele obteve a vitória com 58,68% dos votos. O atual governador, João Cahulla, do PPS, ficou com 41,32%.

Em Roraima, a votação foi apertada. Anchieta Júnior, do PSDB, foi reeleito, com 50,41%. Neudo Campos, do PP, obteve 49,59%.


Dilma Rousseff é a primeira mulher eleita presidente do Brasil

Dilma Rousseff é a primeira mulher eleita presidente do Brasil

Com 99,99% dos votos apurados, ela obteve 56,05% dos votos válidos.
Engajamento do presidente Lula impulsionou campanha da candidata.

Dilma Vana Rousseff (PT), 62 anos, foi eleita neste domingo (31) a primeira mulher presidente do Brasil. Com 92,53% dos votos apurados, às 20h04, o Tribunal Superior Eleitoral informou que a petista tinha 55,43% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) e não podia mais ser alcançada por José Serra (PSDB), que, até o mesmo horário, totalizava 44,57% - confira os números da votação.

Em um pronunciamento às 20h13, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, anunciou oficialmente a vitória da candidata do PT. Na manhã desta segunda-feira (1º), com 99,99% dos votos apurados, Dilma acumulava 56,05% dos votos válidos (55.752.092 votos) e José Serra, 43,95% (43.710.422).

 
Na campanha eleitoral, Dilma contou com o engajamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo registrou recordes de aprovação – na pesquisa Datafolha do último dia 27, a avaliação positiva do governo alcançava 83%.

Lula participou de vários comícios e declarou repetidamente o apoio à candidata, o que inclusive rendeu a ele multas por propaganda eleitoral antecipada.

Antes da deflagração da campanha, o presidente também se empenhou em montar uma grande aliança política, que, além da adesão de aliados históricos do PT, como PSB e PC do B, incluiu o PMDB, um dos maiores partidos do país.

O PMDB indicou o vice de Dilma, o deputado federal Michel Temer, presidente da Câmara. Nos últimos dias da campanha do primeiro turno, Lula chegou a dizer que esteve em mais eventos do que quando ele próprio foi candidato e disputou a reeleição, em 2006.

No segundo turno, a aliança contava com 11 partidos: PT, PMDB, PC do B, PR, PDT, PRB, PSC, PSB, PTC,PTN e PP, o último a anunciar apoio.

Biografia

A presidente eleita nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte (MG). Durante o regime militar, integrou organizações de esquerda clandestinas, foi presa e torturada.

No Rio Grande do Sul, ajudou a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT). Filiou-se ao PT em 2001. Formada em economia, Dilma foi secretária de estado no Rio Grande do Sul.

Como ministra da Casa Civil, Dilma assumiu a gerência do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um dos carros-chefe do governo. Foi apelidada por Lula de 'mãe do PAC’.

Na Casa Civil, ela sucedeu, em 2005, José Dirceu, homem forte do governo, que deixou o cargo atingido pelo escândalo do mensalão, em que parlamentares teriam recebido dinheiro para votar a favor de projetos do governo – ele sempre negou participação no suposto esquema.

No governo, Dilma também ocupou o cargo de ministra das Minas e Energia. Quando Lula se elegeu presidente para o primeiro mandato, sucedendo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ela participou da equipe que formulou o plano de governo do PT na área energética e do governo de transição.

Antes de tornar-se candidata, Dilma revelou que estava se submetendo a um tratamento contra um linfoma, câncer no sistema linfático, que havia descoberto em abril de 2009 a partir de um nódulo na axila esquerda, em um exame de rotina, em fase inicial.

Dilma concluiu o tratamento de radioterapia e disse estar curada. Ela chegou a raspar o cabelo devido às sessões de quimioterapia, o que a fez usar peruca durante sete meses. Boletim médico de agosto deste ano indicou que o estado de saúde da presidente eleita é considerado “excelente”.

Evolução nas pesquisas

Em fevereiro deste ano, o instituto de pesquisa Ibope apontou Dilma com 25% das intenções de voto contra 36% de seu principal adversário, José Serra.

Após o início oficial da campanha eleitoral, quando ela passou a ter a imagem colada à do presidente Lula, a candidatura decolou. No fim de agosto, ela atingiu 51% das intenções de voto contra 27% do tucano, o que indicava uma vitória no primeiro turno para a petista.

Em setembro, duas denúncias atingiram a campanha da petista. No começo do mês, foi divulgado um esquema de vazamento de dados sigilosos na Receita Federal de pessoas ligadas ao PSDB. Veronica Serra, filha do principal adversário de Dilma, teve o imposto de renda acessado. A oposição culpou a campanha de Dilma pelo fato, mas ela negou relação e defendeu investigações sobre o assunto.

Duas semanas depois, às vésperas da votação em primeiro turno, surgiu uma nova denúncia: foram divulgadas suspeitas de tráfico de influência na Casa Civil, antes comandada por Dilma Rousseff.

Sua sucessora, Erenice Guerra, indicada por Dilma, foi o alvo principal das acusações. Um empresário disse que o filho de Erenice cobrou propina para intermediar um contrato e indicou que o dinheiro iria para campanha da petista. Ela negou que houvesse vínculo entre as supostas irregularidades e sua campanha.

Após os escândalos, Dilma chegou a oscilar negativamente nas pesquisas de intenção de voto. Os episódios foram usados pela campanha do adversário José Serra. Se, no começo do horário eleitoral, Serra usou imagem de Lula na televisão e chegou a utilizar o nome do presidente em um jingle, o tucano passou a relembrar fatos críticos para o PT, como o escândalo do mensalão.

Figura importante do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quase não apareceu na campanha de Serra. Na reta final, o PSDB colocou na internet vídeos com ataques a Dilma.

Durante toda a campanha, a estratégia de Dilma foi afirmar que, caso eleita, daria continuidade ao governo do presidente Lula. Ela propôs ampliar programas que se tornaram populares no atual governo, como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Prouni.

Como propostas de governo, Dilma registrou no TSE, de início, um documento polêmico.

Aprovado em convenção do Partido dos Trabalhadores, o documento previa tributação de grandes fortunas, fim da criminalização de movimentos sociais, defesa da jornada de trabalho de 40 horas e combate ao monopólio dos meios de comunicação.

No mesmo dia, o programa foi trocado por um mais ameno, exatamente o mesmo, mas sem os trechos que provocaram questionamentos.

Aborto

A polêmica sobre o aborto foi convertida em tema central da campanha durante o segundo turno, ocupando espaço em debates e na propaganda dos candidatos. A campanha petista acusou os adversários de promoverem uma campanha de difamação contra Dilma.

A petista reafirmou ser pessoalmente contra o aborto, mas defendeu que o tema seja encarado como questão de saúde pública. Bispos se manifestaram contra candidatos favoráveis ao aborto e panfletos contra o PT pagos pela Diocese de Guarulhos chegaram a ser apreendidos pela Justiça Eleitoral. Na semana da eleição, Bento XVI reafirmou o direito dos líderes católicos emitirem juízos morais em questões políticas.

Em busca dos quase 20 milhões de votos obtidos por Marina Silva no primeiro turno, a petista apresentou 13 compromissos de sua política ambiental. Oficialmente, o PV declarou neutralidade, embora representantes do partido tenham participado de ato em apoio a Dilma. Em outro evento no segundo turno, a presidente eleita também recebeu apoio de um grupo de artistas e intelectuais, entre eles Chico Buarque e o teólogo Leonardo Boff.

A seis dias do segundo turno, a candidata apresentou um documento com 13 “compromissos programáticos”, que chamou de diretrizes de governo. Os 13 itens são: fortalecer a democracia política e econômica; expansão do emprego e renda; projeto que assegure sustentável transformação produtiva; defender o meio ambiente; erradicar a pobreza absoluta; atenção especial aos trabalhadores; garantir educação para a igualdade social; transformar o Brasil em potência tecnologia; garantir a qualidade do Sistema Único de Saúde (SUS); prover habitação e vida digna aos brasileiros; valorizar a cultura nacional; combater o crime organizado; e defender a soberania nacional.