sexta-feira, 23 de abril de 2010

NO PRINCÍPIO ERA O VERBO: Depois veio a verba e a corrupção.

Estamos em ano de eleição e o embate entre o verbo e a verba estará sempre a nos exigir uma tomada de posição. Cabe afirmar que, se existe algo que nos acompanhará definitivamente desde o nascimento até o fim da vida. Essa coisa é a palavra. Essa unidade mínima de qualquer língua que nos ampara para expressarmos sentimentos, angústia, emoções, entusiasmo, paixões e amor.

A partir da palavra, deste mínimo, estamos diante da possibilidade de enunciação do que pensamos em concreto e abstrato, no plano do físico e do metafísico, no psíquico e no somático, e em relação aquilo que está para além da subjetividade, na ordem do inconsciente das pessoas, mesmo sobre algo que está fora da ordem ou distante de qualquer lógica convencional. A Política por exemplo.

A palavra é o grande instrumento que nos faculta expressar idéias sobre a natureza, os animais, os vegetais, os minerais. Nesse sentido a natureza em si mesma é nada. Só alcança algum sentido, qualquer coisa que seja, quando apropriada pelas palavras e incorporada ao mundo da cultura. Assim, adquire desse modo, pelas palavras que lhe dão forma e conteúdo, expressão e vida.

Recorro ao livro mais lido, traduzido e divulgado no Mundo Ocidental, para que apoiado, na sabedoria que lhe é inerente, possa eu, tentar dizer alguma coisa útil nesse território espinhoso da linguagem. O esgrimir de palavras, enfileiradas umas atrás das outras concede sentido ao mundo. A opção deve ser pela coerência do discurso e não da verba que vem sabe-se lá de onde.

Nessa perspectiva, recorramos à bíblia, como um livro que exprime um tipo peculiar de sabedoria, acumulada ao longo de milhares de anos, que possui uma orientação simbólica e uma explicação mítica para o início de tudo:

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele" (João 1:1-3).

Desse livro cheio de segredos, ambigüidades e questões escatológicas, colho excertos da sua primeira parte, que trata logo da criação de todas as coisas entre o céu e a terra:

No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: "Faça-se a luz!" E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz DIA, e às trevas NOITE. Sobreveio à tarde e depois a manhã: foi o primeiro dia. (Gênesis 1:1-5)

Ao que tudo indica, o ponto de partida primevo é a palavra, a expressão oral do conhecimento, do sentimento, do desejo. Verbo é a palavra por excelência, porque anuncia a ação, que traça o roteiro ou desnorteia o andarilho, que traz consolo ou desesperação. A verba por outro lado na maioria das vezes só leva ao à corrupção, ao desespero e à prisão. Que então neste ano o verbo vença a verba. Porque a palavra tem poder e distingue a luz das trevas.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O FIES MUDOU PARA MELHOR: ESTÁ MAIS FÁCIL FAZER UMA FACULDADE.

Aproveitando que o Ministro da Educação Prof. Fernando Haddad está na região, inaugurando em Buriticupu, mais um Campi do IFIMA (antigo CEFET), vale destacar aqui o FIES, um programa do MEC de financiamento estudantil em Faculdades Particulares de Ensino Superior, a novidade é que neste ano o programa adotou mudanças significativas em seu escopo, e dessa maneira passou a: afastar muitas exigências formais até então existentes, ampliar os beneficiários e amortizar impactos financeiros para os egressos.

É mais uma bola dentro do Governo Lula! Não é de se estranhar que seja a área da educação, uma das mais bem avaliadas deste Governo democrático e inclusivo. O Programa de Financiamento Estudantil – FIES, criado pelo Ministério da Educação (MEC), é destinado a financiar a graduação no ensino superior de estudantes que não têm condições de arcar com os custos de sua formação e estejam regularmente matriculados em instituições não gratuitas, cadastradas no Programa e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.

Criado em 1999 para substituir Programa de Crédito Educativo – PCE/CREDUC, o FIES tem registrado uma participação cada vez maior dos estudantes do país. Desde 1999 já são mais de 500 mil estudantes beneficiados, com uma aplicação de recursos da ordem de R$ 4,6 bilhões entre contratações e renovações semestrais dos financiamentos desde a criação do programa. As principais mudanças do programa são as seguintes:

• Os financiamentos para todos os cursos passam a ter juros de 3,4% ao ano, desde que o curso possua avaliação positiva pelos critérios do MEC.

• O prazo para quitação da dívida, que era de duas vezes o período financiado do curso, agora é de três. Um estudante que tenha financiado um curso com duração de quatro anos, por exemplo, terá 12 anos para quitar a dívida, mas as amortizações só começam após o término do curso.

• Alunos dos cursos de Medicina e de Licenciaturas, que atuem como professores da rede pública de educação básica ou como médicos no programa Saúde da Família, poderão abater 1% da dívida a cada mês trabalhado (20h semanais).

• O financiamento passa a poder ser requerido a qualquer momento e não mais apenas em processos seletivos. O agente operador passa a ser o FNDE (Fundo Nacional de desenvolvimento da Educação), e os atuais agentes financeiros são a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

As mudanças que envolvem queda de juros, fim da seleção de ingresso, atenção especial às licenciaturas e à medicina, ampliação do prazo de quitação do empréstimo visam ampliar o acesso ao Fies. No primeiro semestre de 2009, segundo dados da Secretaria de Educação Superior, 35 mil pessoas tomaram recursos do Fies. Em 2010, esse número pode subir para 200 mil. Uma mudança recentíssima e de última hora anunciada esta semana pelo Ministro, proporciona uma facilidade a mais o candidato não precisará mais estar matriculado basta ter sido aprovado pelo ENEM ou pelo vestibular específico da Instituição de interesse do beneficiário.

Alunos ingressantes até 31/03/10, que tiverem o pedido de financiamento aceito pelo agente financeiro, receberão o financiamento desde janeiro, ou seja, receberão o beneficio de forma retroativa. Alunos que pediram após o dia 31/03/10, receberão então o benefício a partir da data da solicitação, ou seja, não receberão retroativo

A responsabilidade pelo gerenciamento do Fies passa a ser do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que é uma autarquia do Ministério da Educação. Até 2009, a gerência foi da Caixa Econômica Federal. De acordo com a secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, desde março de 2010 os interessados já podem ir aos bancos para solicitar o Fies. Neste ano, os financiamentos serão concedidos pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil e, em 2011, serão abertos a outras instituições financeiras.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Marcos Regadas muda nome de Shopping em Imperatriz.

Em conversa tida há pouco com Marcos Regadas. Ele informou que mudou o nome do Shopping que está construindo em Imperatriz. Ao invés de Rio Anil, mesmo nome do Shopping que Marcão inaugura hoje e abre as portas amanhã em São Luís, o de Imperatriz vai se chamar Imperial Shopping.


A marca e a designação já estão sob registro no órgão público de marcas e patentes.

Até parece coincidência, mas ontem o novo Shopping recebeu uma baita publicidade de graça. O combinado entre Imperatriz e Lideral, time que venceu o Peñarol do Uruguai, foi batizado de Imperial. Essa nossa gente de Imperatriz é enjoada, birrenta, bairrista, mas é muito boa e merece um carinhoso abraço!!!!

terça-feira, 13 de abril de 2010

DEU JV com muio choro do Sampaio

Ontem um jogo com casa cheia, público muito bom, viu o Sampaio ser derrotado pelo JV LIderal no Estádio Nhozinho Santos.
O JV venceu por 2x1. A arbitragem fraca tecnicamente prejudicoou o espetáculo.
O JV teve dois jogadores expulsos e o Sampaio teve um. O Sampaio, portanto, jogou boa parte da partida com um atleta a mais. As reclamações são muitas é o bom e velho choro de perdedor.
Em Imperatriz, quinta-feira, dia 15 de abril, às 20:30 Horas tem mais´. Será a inauguração pra valer do novo Estádio da Cidade.
Parece que o trator do Camaçari vai atropelando o tubarão. 

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Daqui a pouco o JV Lideral entra em campo contra o Sampaio pela decisão da Copa União.

Daqui a pouco tem futebol em São Luís, comprei agora à tardinha, ingressos para o Filipe, meu filho, e, Vanessa, minha mulher. Vamos ficar nas cadeiras numeradas. A Praça Catulo da Paixão Cearense, homenagem a um dos grandes escritores maranhenses, que só tinha de cearense a paixão, começava a experimentar uma movimentação dos grandes espetáculos: cambistas, guardadores de carros, torcidas organizadas e desorganizadas, torcedores solitários em busca de uma garrafa amiga. É dia de decisão.

Estão jogando dois times dirigidos por empresários, O Sampaio de Sérgio Frota (HCG Informática) e o JV Lideral (Construtora Lideral) de Walter Lira, espero que o destino os mantenha sempre assim, prósperos nos seus negócios, e também dignos de elogio pelas equipes de futebol que comandam. Os políticos conseguiram levar o futebol do Maranhão ao fundo do poço.

É ainda, parte da decisão, é só o primeiro turno da Copa União. O JV tem a melhor campanha e o melhor ataque, além disso, realiza o último jogo em casa e leva a vantagem de jogar por dois resultados iguais. Mas, futebol só termina quando acaba.

O Sampaio eliminou o Iape, após duas vitórias de 2x1 e 3 x 0 e o Lideral chegou à final com duas vitórias de 2 x1 sobre o Bacabal. É a melhor defesa contra o melhor ataque, mais tarde saberemos o resultado.

O JV Lideral é a única equipe invicta na Copa União. O time fez seis jogos fora de casa e tem 100% de aproveitamento. As duas equipes já se enfrentaram na primeira fase. Houve empate de 0 a 0, em Porto Franco.

A partida final será realizada na quinta-feira, às 20h30, no moderno Estádio Frei Epifânio D’Abadia, que será inaugurado amanhã à noite com jogo internacional amistoso entre um combinado de Imperatriz F. C. e J.V. Lideral contra o Peñarol do Uruguai.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

UM NOVO ESTÁDIO DE FUTEBOL EM IMPERATRIZ: POR MERECIMENTO E JUSTIÇA!

É sempre bom lembrar que o atual campeão maranhense de futebol é o JV Lideral. Que o líder invicto da Copa União é o JV Lideral. Que já virou praxe o Marília representar o Maranhão na Copa São Paulo de Juniores. Por essas e outras a cidade de Imperatriz merece um novo e moderno Estádio de Futebol. Parabéns ao futebol!!!

A crônica abaixo procura traduzir esse sentimento ímpar que envolve os amantes do futebol...

UMA NAÇÃO E SUA PAIXÃO: VIVA O FUTEBOL!

Em ano de Copa do Mundo, Imperatriz merece um estádio moderno. Na terça-feira, dia 13 de abril vamos ao jogo, vamos ao novo Estádio Frei Epifânio D’Abadia, fazer a festa e torcer pelo futebol. E assim, vamos embalados em clima de Copa do Mundo. Quanto custou a obra, quantas peraltices foram feitas para que fosse entregue? Isso deve ser apurado. Nós merecemos, o Estádio sim, a corrupção não. Mas, como diz Caetano: “O mal é bom e o bem cruel”.

Vamos ao que interessa, ao futebol. De quatro em quatro anos é assim, o politeísmo toma conta da humanidade. Não há apenas um Deus a salvaguardar os destinos dos povos. Os Deuses do futebol adquirem formas inimagináveis em uma mitologia singular. A copa do mundo nos apresentará cores, vivas, urros, sorrisos, lágrimas, espetáculos e as lições que destruirão ou consagrarão novos e velhos mitos.

Proteu, um dos muitos da mitologia grega, Deus marinho que conhece o futuro, mas evita revelá-lo, é sabedor, de antemão, que promessas não serão cumpridas. Desde a gênese sabe também, que reina uma verdade absoluta na copa do mundo, dos muitos participantes, os protagonistas são escassos e os coadjuvantes são em maior número. Dessa realidade, o certo é que ao fim e ao cabo pouquíssimos vencerão e apenas um subirá ao Olimpo para ser ungido campeão do mundo.

O Brasil, país do futebol, a pátria de chuteiras, faz vergar nórdicos, “vikings”, potências nucleares e “locomotivas econômicas”. A magia do esporte nos eleva à potência futebolística. Nesses dias de conclave planetário fazemos tremer outros povos, nosso hino é entoado com emoção indescritível e nossas cores são sustentadas com admiração pelos outros e orgulho por nós brasileiros.

Tanto prestígio não nos permite esmorecer, desde as eliminatórias já se busca o hexacampeonato, menos que isso é nada, decepção e tristeza. Somos os únicos a vencer cinco vezes só nos é permitido, pois a sexta conquista. Para alcançar o supremo objetivo todos dão palpites na escalação, cada um se transforma no técnico mais experiente. As mulheres constituem um espetáculo à parte, entre gritos e suspiros escalam nossos jogadores segundo critérios de estética, simpatia, virilidade e até arriscam análises táticas para justificar seus eleitos no escrete canarinho.

Esta jovem e alegre nação, que tantas razões tem para ser infeliz e triste, em tempos de copa do mundo se transforma. É hora de esquecer os escândalos na política, a inflação, a taxa de juros, índice de inflação. Só é possível pensar em um risco Brasil, bem distante daquele determinado pelos analistas de mercado, não sermos campeões do mundo. Tudo é festa, nossa bandeira tremula nos carros e sacadas. Cada rua e cada bairro, os bares e escolas, hospitais e repartições públicas todos se vestem de verde e amarelo.

Tudo isso aparentemente é meio sem graça e ilógico. Afinal de contas que graça tem vinte e dois marmanjos correndo desesperados atrás de uma bola? É difícil afirmar. Mas, a FIFA tem mais filiados que a ONU; A copa do mundo é um evento esportivo transmitido para o mundo todo via rádio, televisão ou internet; Uma partida de futebol consegue o cessar fogo em uma guerra civil; Na copa vimos no mesmo gramado Portugal contra sua ex-colônia, Brasil; Na mesma competição estão EUA e Irã, ou ainda, Inglaterra e Argentina. O Brasil que jamais faltou a uma copa, sempre exibe alegria, beleza e graça ao mundo todo demonstrando que competir é fazer amigos.

O Futebol ensina que a paz é possível, que as controvérsias podem ser resolvidas pelo diálogo e pelas vias diplomáticas. Nessa área, apesar das críticas e do complexo de inferioridade de muitos, o nosso país com a liderança do Presidente Lula dá provas inequívocas de civilidade e desenvolvimento e as outras nações têm muito que aprender com os brasileiros sempre alegres e apaixonados. Por essas e outras: Viva a Imperatriz, o Brasil e sua paixão – o futebol!