terça-feira, 27 de agosto de 2013

MPF quer alteração do nome da cidade de Governador Edison Lobão


Justiça entendeu que nome do município é inconstitucional.

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) conseguiu, na Justiça Federal, liminar que obriga a União a suspender os repasses de verbas federais ao município de Governador Edison Lobão, caso o nome da cidade não seja alterado dentro de 90 dias. A decisão é fruto de ação civil pública movida contra o Município, a União e o Estado do Maranhão, com o objetivo de alterar o nome da cidade, que desrespeita a Constituição Federal carregando nome de importante político da região, ainda vivo.

Para o MPF/MA, o batismo de um município com o nome de um ex-governador do Estado do Maranhão, e que atualmente ocupa o cargo de Ministro de Minas e Energia, cria uma forte pessoalização da coisa pública, causando a identificação do político de maneira intrínseca à própria população. “A lei estadual nº 6.194/94, ao criar o município de Governador Edison Lobão e nominando-o com o nome de um importante político da região, ainda vivo, é notoriamente contrária ao republicanismo e ao princípio da impessoalidade, sendo evidente a sua inconstitucionalidade”, afirma o procurador da República Paulo Sérgio Ferreira Filho.

A Justiça considerou que a “rotulação de nome de pessoa física a um município é a forma mais evidente para promover pessoalmente um político, tornando possível conduzir os cidadãos ao erro - que podem vincular os recursos oriundos de convênios ao político e sua família”.

Na decisão, a Justiça determina que a União suspenda, dentro de 90 dias, a realização de qualquer transferência voluntária de recursos federais – com exceção das transferências que são destinadas a ações na saúde, educação e assistência social -, caso o nome do município não seja alterado.

Conforme a Lei que dispõe sobre a denominação de logradouros, obras serviços e monumentos públicos (nº 6.454, de 24 de outubro de 1977), é proibido, em todo o território nacional, atribuir nome de pessoa viva a bem público, de qualquer natureza, pertencente à União ou às pessoas jurídicas da administração indireta.

As proibições desta Lei são aplicáveis às entidades que, a qualquer título, recebam auxílio dos cofres públicos federais e, em caso de infração, acarreta na suspensão do recurso. Porém, segundo apontado pela Controladoria Geral da União (CGU), o município tem recebido, de forma regular, repasses de verbas voluntárias da União, e não existe, até o momento, nenhum procedimento visando o bloqueio dos repasses.

Município de Governador Edison Lobão

O município foi instituído pela Lei Estadual do Maranhão nº 6.194, de 10 de novembro de 1994, sancionada pelo vice-governador do Maranhão, José Ribamar Fiquene, no período em que Edison Lobão renunciou ao cargo de governador do estado para concorrer ao Senado Federal.

Divulgação/MPF-MA

*Fonte: www.imirante.com

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Abertas inscrições para a VI Jornada Jurídica da Unisulma



O evento será realizado no Palácio do Comércio de Imperatriz este mês

Com o tema “Direito das minorias: por uma efetivação dos direitos humanos”, será realizado entre os dias 28 e 30 de agosto a VI Jornada Jurídica da Unisulma. As inscrições podem ser feitas no Protocolo da faculdade e são limitadas. Durante o evento, os participantes terão minicursos, debates sobre filmes e palestras com profissionais que são referências na área dos direitos humanos.

Segundo o coordenador do curso na Unisulma, Artur da Rocha, a temática da Jornada é “transversal e interdisciplinar, onde aborda assuntos que interessam a toda a comunidade e acadêmicos do 1º ao 10º período, fazendo reflexão sobre os direitos dos idosos, quilombolas, indígenas, das mulheres, entre outros, incentivando o senso crítico do público presente”, ressalta.

O evento é organizado pela coordenação do curso, com a participação do mantenedor da instituição, Lula Almeida, e dos professores Paula Regina (coordenadora adjunta), Sarah Lamarck (Núcleo de Práticas Jurídicas) e Ediana di Frannco, além da secretária executiva Naelma Bezerra.

Os participantes receberão certificado de 30h e os interessados devem fazer suas inscrições no Protocolo da Unisulma, que funciona das 8h às 22h. Confira os valores e palestrantes no link: http://www.unisulma.edu.br/vi_jornada_juridica.pdf

Assessoria de Comunicação/Unisulma - William Castro

*Fonte: www.unisulma.edu.br

terça-feira, 25 de junho de 2013

Dilma reúne STF, Senado e OAB para discutir proposta de convocação de plebiscito


DILMA PROPÕE PLEBISCITO SOBRE REFORMA POLÍTICA

Pelo segundo dia consecutivo, a presidenta Dilma Rousseff tem uma série de reuniões hoje (25) com o objetivo de discutir soluções para encerrar a onda de manifestações no país. Dilma marcou conversas ao longo do dia com os presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho, do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Em debate, a proposta de convocação de um plebiscito para instalar uma Assembleia Constituinte exclusiva para discutir a reforma política.

A presidenta também tem reuniões marcadas com representantes de movimentos urbanos, no Palácio do Planalto. Paralelamente, várias manifestações estão programadas em todo o país. Nas redes sociais, os líderes dos movimentos organizam assembleias para a definição de mais protestos. Na Universidade de Brasília (UnB) há reunião hoje à tarde.

Em Cristalina (GO), moradores da comunidade Marajó prometem fechar os principais trechos da BR-251, uma das vias de acesso ao Distrito Federal (DF). Os moradores protestam por melhores condições de saúde, educação e segurança. Eles também pedem a emancipação da região.

No Rio de Janeiro, um grupo de manifestantes mantém o acampamento perto da residência oficial do governador do estado, Sérgio Cabral. Segundo ele, só deixarão o local depois de recebidos por Cabral. O grupo reivindica maior transparência nas contas públicas. Em São Paulo há três atos de protesto na capital – na zona sul, no Largo do Campo Limpo e no metrô Capão Redondo, assim como na zona leste.

Ontem (24), durante a reunião com 27 governadores e 26 prefeitos, Dilma detalhou sua proposta para a convocação de um plebiscito que autorize uma Constituinte para fazer a reforma política. "O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado", disse a presidenta.

"Junto com a população, podemos resolver grandes problemas. Não há por que ficarmos inertes, acomodados ou divididos", acrescentou ela, informando que "o país deixou de ser governado para um terço da população". O governo vai disponibilizar mais R$ 50 bilhões para investimentos em obras de mobilidade urbana e a criação de um Conselho Nacional de Transporte Público, com a participação da sociedade e que deverá ter versões municipais.



quinta-feira, 13 de junho de 2013

Plenário do CNJ aprova nota técnica contra a PEC 37





O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) enviará ao Congresso Nacional nota técnica na qual se manifesta de forma contrária à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, que assegura às polícias federal e civil dos estados e do Distrito Federal competência privativa para apurar infrações penais de qualquer natureza. A nota foi aprovada por unanimidade pelos conselheiros durante a 171ª Sessão Ordinária, realizada nesta terça-feira (11/6).

A sugestão de enviar a nota técnica ao Congresso foi apresentada pelos conselheiros Gilberto Martins e Wellington Saraiva. O documento aponta graves riscos aos princípios norteadores do Estado Democrático de Direito que a aprovação da PEC poderá acarretar.



Formulada pelo deputado federal Lourival Mendes (PTdoB/MA), a proposição prevê a alteração do artigo 144 da Constituição Federal para assegurar somente às polícias a competência para conduzir investigações criminais. Dessa maneira, o texto afetaria a titularidade da ação penal reservada ao Ministério Público.

“A proposta contida na PEC 37 dimensiona e eleva a patamares insustentáveis os poderes da polícia judiciária e, como consequência, subestima e descarta a capacidade de atuação de outros órgãos públicos, como, por exemplo, a Receita Federal, sobretudo nos crimes tributários; as agências reguladoras, sobretudo nos delitos contra as relações de consumo e contra a economia popular; os tribunais de contas, sobretudo na identificação dos crimes contra a administração pública; o Banco Central do Brasil, sobretudo nos crimes contra o sistema financeiro nacional; a Comissão de Valores Mobiliários e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), sobretudo nos delitos contra o mercado de valores mobiliários, nos crimes financeiros e nos crimes de lavagem de bens, entre outros. A proposta descompensa todo o sistema de controles públicos”, afirma a nota técnica.

De acordo com o CNJ, a PEC traria inovação altamente lesiva ao interesse social e ao exercício da jurisdição. A proposta da nota técnica foi bem-recebida pelo Plenário. O presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, se manifestou favorável à iniciativa.

Gilberto Martins ressaltou que, com relação aos crimes comuns, apenas 11% das ocorrências são convertidas em investigações. “Impedir que não apenas o Ministério Público, mas outras instituições que têm poder de controle no sistema criminal, possam também investigar, é altamente danoso ao sistema de Justiça e à sociedade”, afirmou o conselheiro.

Wellington Saraiva destacou que apenas cerca de 8% dos homicídios são apurados atualmente pelas polícias. “A PEC 37 aumenta a ineficiência do sistema criminal brasileiro. Como podemos dar privatividade para apurar os crimes a um órgão que não tem condições de investigar em níveis adequados?”, argumentou o conselheiro.


Por Giselle Souza
Fonte: Agência CNJ de Notícias

terça-feira, 28 de maio de 2013

A família UNISULMA presta solidariedade aos familiares e amigos do jovem Bruno Lima Pereira

A família UNISULMA presta solidariedade aos familiares e amigos do jovem Bruno Lima Pereira, acadêmico do 7ª período do curso de Direito da faculdade, que faleceu na manhã de hoje.

Professores, colegas de turma, direção geral e colaboradores da instituição sentem pela perda e deseja que Deus conforte a todos neste momento tão difícil.

sábado, 4 de maio de 2013

O QUE ESTÁ EM JOGO NO SETOR DE ENSINO PARTICULAR?





Dimas Salustiano
Nos últimos dez anos a educação no Brasil enfrentou uma expansão de vagas sem precedentes, aumentamos nossa capacidade instalada, reduzimos sensivelmente o número de crianças fora da escola, a formação de professores experimentou um elevado crescimento. Tudo isso, com políticas conseqüentes do Governo Federal para a área e forte investimento do setor privado. A UNISULMA é um exemplo disso tudo.

O ENEM, inicialmente tão criticado, permitiu a aproximação com a idéia de universalização de ingresso no ensino superior, além do que os programas de apoio para ingresso e permanência nas Universidades como o PROUNI e o FIES estão consolidados e puxaram as classes C, D e E para os bancos das escolas.

O mês de abril deste ano de 2013, nos apresenta uma situação nova, que aprofunda e coloca a todos envolvidos com a educação um caminho sem volta. Nos últimos quatro anos a tendência de aquisições, incorporações e fusões em virtude da abertura de capital em bolsa dos grandes grupos educacionais, mais do que nunca nos exige pensar nossas organizações como empresa e a educação como negócio. "O sonho acabou"!

A incorporação de ações em bolsa do Grupo Anhanguera pela Kroton, cria um conglomerado educacional gigante, com 1 milhão de alunos, sendo que destes 485 mil no ensino superior presencial, 445 mil no ensino superior a distância, 70 mil em cursos livres a distância e 289 mil na educação básica. E nós da UNISULMA com isso? Não esquecer que a Kroton, comprou a rede Pitágoras no Brasil e por conseguinte a FAMA em Imperatriz e São Luís. A fusão entre Anhanguera e Kroton no Brasil, cuja operação precisa ser aprovada pelo CADE (Conselho de Defesa Econômica), significa um negócio cuja receita bruta alcança 5,8 bilhões e o valor do negócio pode atingir R$ 13 bilhões. Em virtude de sua capilaridade, otimização de custos e capacidade de investimento e expansão.

Isso tudo, exige de nós todos da UNISULMA, constatar que ou nos adaptamos às mudanças que nos cercam e atingem ou iremos engordar os números de falências e fechamentos no setor. Temos que ser profissionais e mais ágeis nas decisões, nossos coordenadores precisam urgentemente ser gestores dos cursos, nosso modelo é o do mercado e não o do setor público. Não visamos só o lucro, mas sem lucro não crescemos e não funcionamos. Temos que tratar muitíssimo bem as pessoas que nos cercam, mas principalmente nossos clientes, isto é, nossos alunos. Dez alunos que se ganha é ouro, um aluno que se perde é um prejuízo irreparável.

Se vamos virar uma "quitanda" ou uma rede de "supermercados" é a situação dilemática que consumirá nossas preocupações pelos próximos tempos. E é uma questão de responsabilidade, dos sócios, dirigentes e gerentes. Não nos olvidemos. É uma questão de vida ou morte!

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Prof. Ms. Dimas Salustiano da Silva - Presidente da UNISULMA.