quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Nova equipe promete gasto público menor

Guido Mantega, Alexandre Tombini e Miriam Belchior são oficializados como ministros de Dilma Rousseff.

Os três primeiros ministros cujas indicações foram oficializadas nesta quarta (24) pela presidente eleita Dilma Rousseff fizeram em Brasília pronunciamentos nos quais apresentaram as metas que perseguirão em suas pastas a partir de 1º de janeiro.
Guido Mantega, que permanecerá à frente da Fazenda, Miriam Belchior, do Planejamento, Orçamento e Gestão, e Alexandre Tombini, presidente do Banco Central (cujo cargo tem status de ministro), estavam acompanhados do deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP), um dos coordenadores da campanha de Dilma.
Os três integrarão o núcleo da equipe econômica do futuro governo. O discurso do trio privilegiou três pontos: ampliação do crescimento econônico e da geração de empregos (Mantega); redução dos gastos públicos e melhoria do serviço prestado ao cidadão (Miriam Belchior); e a manutenção da inflação dentro da meta estabelecida pelo governo (Tombini).
Guido Mantega afirmou que a “prioridade máxima” da nova gestão na pasta será expandir o crescimento da economia e a geração de emprego. "Queremos um crescimento de qualidade, um crescimento aumentando os investimentos e fortalecendo o mercado interno, de modo a gerar milhões de novos empregos”, afirmou Mantega.
Miriam Belchior defendeu melhorar a qualidade do gasto público. "É possível fazer mais com menos e é isso que nós vamos perseguir nos próximos quatro anos, no governo da presidente Dilma", declarou.
Alexandre Tombini estabeleceu como missão à frente da presidência do Banco Central perseguir a meta de inflação. "Eu tive longas e muito boas conversas com a presidente eleita Dilma Rousseff, e ela disse que o Banco Central sob a minha liderança deve continuar perseguindo a meta de inflação", afirmou.
*Fonte: imirante.com

Roseana pode trazer técnico de fora para Educação

Roseana pode trazer técnico de fora para Educação

Cansada de esperar um nome do PT do Maranhão, a governadora Roseana Sarney (PMDB) vem emitindo a cada dia mais sinais estar disposta a trazer um técnico de fora do Estado para comandar a Secretaria de Educação.

Na sexta-feira ela almoçou na sua residência, em Brasília, com o ministro Fernando Haddad (Educação) e o secretário-executivo da pasta, José Henrique Paim. Pediu que o ministro sugerisse um técnico que pudesse vir dar um “choque de gestão” na educação maranhense. A preferência é por um especialista em educação básica.

Haddad evitou fornecer nomes. Deu como exemplo o Estado do Ceará que vem conseguindo bons resultados no setor. O ministro evita indicar alguém para não melindrar os petistas locais.

A governadora quer manter a educação com o PT, mas procura alternativas à falta de opção local. O reitor do IFMA (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, ex-Cefet), José Ferreira Costa, indicado do vice-governador eleito Washington Luiz (PT), recusou a indicação.

Na verdade, é difícil encontrar alguém fora da realidade maranhense que aceite o desafio. Enquanto isso, Olga Simão vai aumentando o período de sua interinidade na secretaria.

Conversa com Dilma

Na conversa com a presidente eleita Dilma Roussef, na quinta-feira, Roseana apresentou a ela um anteprojeto do plano de governo que pretende implantar nos próximos quatro anos.

A governadora pediu ainda aos deputados federais que destinem emendas e projetos para São Luís. A ideia é fazer com que os principais bairros da cidade tenham uma obra importante em 2011. A capital completa 400 anos em 2012.

Em relação à disputa pela Presidência do Senado, o maior empecilho do senador José Sarney tentar a reeleição é a mulher dele, Dona Marly. Ela tem pressionado o marido a não aceitar os constantes apelos dos aliados e até membros da oposição para entrar novamente na disputa.



 

Tesouro fica com o risco do banco PanAmericano

Tesouro fica com o risco do banco PanAmericano

Qualquer problema detectado no PanAmericano, será de total responsabilidade no Tesouro Nacional.

Ao assumir o comando do banco PanAmericano, que quase foi à bancarrota por causa de fraudes contábeis que demandaram um socorro de R$ 2,5 bilhões, a Caixa Econômica Federal praticamente estatizou o risco da instituição controlada por Silvio Santos. Na prática, segundo analistas ouvidos pelo Correio, qualquer problema que venha a ser detectado dentro do PanAmericano, daqui por diante, será de total responsabilidade da Caixa, instituição controlada pelo Tesouro Nacional.

Se, por um lado, o fato de funcionários do banco estatal assumirem todos os cargos de direção do PanAmericano — a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, responderá pela presidência do Conselho de Administração — afastou qualquer risco de a instituição de Silvio Santos quebrar, por outro, está provocando transtornos para a concorrência. Bancos de pequeno e médio portes estão vendo as suas fontes de financiamento escassearem. A tendência, segundo os especialistas, é de que os investidores, que logo depois da divulgação das irregularidades fugiram do PanAmericano, voltem a repassar dinheiro à instituição, certos de que estão protegidos pela solidez da Caixa.

Nas contas do mercado, nos primeiros dias seguintes ao anúncio das fraudes, o PanAmericano enfrentou uma sangria de mais de R$ 500 milhões. Se essa tendência fosse mantida, o socorro dado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), órgão mantido por contribuições do próprio sistema bancário, seria insuficiente para sustentar de pé o banco de Silvio Santos. Temendo o pior, já que detém quase 36% das ações do PanAmericano (49% do capital votante), a Caixa optou por tomar as rédeas e evitar que os R$ 740 milhões investidos no negócio virassem pó em questão de semanas.

Para os bancos de menor porte, como Sofisa, Pine, Indusval, BIC Banco, Cruzeiro do Sul e Daycoval, mantida a atual escassez de recursos, devido à desconfiança dos investidores, o resultado será a menor oferta de crédito por eles e o encarecimento das poucas linhas disponíveis. “No primeiro momento, tanto os bancos médios quanto os pequenos sofreram com o medo dos investidores de um risco sistêmico, de que a quebra do PanAmericano levasse todo mundo junto”, diz um técnico do governo. “Agora, essas mesmas instituições estão vendo o pouco que restou de dinheiro para elas migrar para o banco de Silvio Santos, que recebeu a chancela do Tesouro Nacional, de que não há como ruir”, acrescenta.

Prêmio pelos erros

Na opinião do presidente da EFC Consultores, Carlos Coradi, toda essa dificuldade é passageira. “Para os pequenos e médios bancos, a estatização do risco do PanAmericano foi muito boa. A decisão da Caixa de assumir o comando pode ser interpretada como uma garantia de continuidade do PanAmericano, o que evita uma cadeia de consequências ruins”, assinala. A mesma avaliação é feita por Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do Banco Central. “Se o PanAmericano fosse liquidado pelo BC, o trauma seria enorme no mercado. Felizmente, a Caixa assumiu o controle da instituição e indicou a continuidade do negócio, o que será plenamente avalizado pelos investidores”, acrescenta.

Segundo Freitas, alguns críticos podem ver na estatização do risco do PanAmericano um fato negativo. “Para muitos, a medida está sendo interpretada como um prêmio à má gestão. Se o banco era mal gerido, a Caixa foi lá e o socorreu. Com isso, desaparece a percepção de risco do mercado, como se qualquer banco fosse continuar bom, o que não é a realidade”, pondera.

Na verdade, ao tomar o controle do PanAmericano, a Caixa salvou a própria pele, pois se livrou de ter de explicar

como conseguiu perder R$ 740 milhões comprando parte de um banco. Por tabela, ajudou o BC a conter uma onda de desconfiança em relação à saúde do sistema financeiro. Agora, com o PanAmericano nas mãos e a sobrevivência garantida, a Caixa espera que o valor de mercado das ações do banco de Silvio Santos volte a subir.

Desde dezembro do ano passado, quando fechou a aquisição de 36% do capital, a Caixa já perdeu mais de R$ 300 milhões, como mostrou o Correio há uma semana. A direção do banco estatal acredita que, a partir de agora, o valor dos papéis voltará a subir e ficará mais fácil atrair um sócio que substitua o empresário e apresentador de televisão.

Prestação de contas

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, depõem nesta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Eles foram convocados para abrir a caixa-preta do Banco PanAmericano. A prestação de contas ocorre com uma semana de atraso. Os dois trabalharam pesado para adiar o encontro com os senadores, apostando que os ânimos esfriariam. A sabatina deverá ser longa, pois será feita em conjunto com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que convocou Meirelles para um balanço trimestral das ações de política monetária.

Ninguém assume culpa

Desde que as fraudes do PanAmericano se tornaram públicas, os responsáveis por detectá-las deram início a um grande jogo de empurra. O mais novo capítulo desse movimento foi detonado pelo Banco Fator, contratado pela Caixa Econômica Federal para fazer a avaliação da instituição controlada por Silvio Santos. O Fator informa que poderá entrar na Justiça contra o PanAmericano. Alega ter sido induzido a erros ao avaliar os balanços da instituição e recomendar à Caixa que entrasse em um negócio de R$ 740 milhões.

Segundo o Fator, o valor desembolsado pela Caixa pela compra de quase 36% do capital total do PanAmericano poderia ter sido ainda maior, se os seus analistas não tivessem encontrado alguns inconsistências nos balanços, visíveis mesmo com toda a maquiagem feita pelos ex-diretores da instituição que quase foi à falência. Na avaliação da diretoria do Fator, que fez um trabalho conjunto com a empresa de auditoria KPMG, toda a responsabilidade pelas informações constantes nos balanços são do PanAmericano. E até que se provasse o contrário, os números eram corretos.

Não à toa, Solimar Wichrowski, especialista em sistema financeiro da Consultoria JL Rodrigues, afirma que, a despeito de a Caixa ter assumido a gestão do PanAmericano e estatizado o seu risco, a imagem do banco de Silvio Santos continua prejudicada. “Mesmo com a intervenção estatal, a recuperação não será tão simples”, acredita.

Os balanços do PanAmericano eram auditados pela Deloitte e passavam pelo crivo do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgãos que deveriam brecar quaisquer tentativas de irregularidades nos mercados financeiros e de capitais. “A apuração desse caso deve ser criteriosa. Nada pode ficar sem resposta”, diz Carlos Coradi, presidente da EFC Consultores.



http://www.oimparcialonline.com.br/noticias.php?id=65386

Hacker britânico que controlava webcams é condenado a 18 meses de prisão

Hacker britânico que controlava webcams é condenado a 18 meses de prisão

Matthew Anderson roubava dados e espionava vítimas dentro de suas casas.
Segundo a polícia, Matthew Andersno operava na sala da casa de sua mãe.

Um hacker britânico foi condenado a um ano e meio de prisão por invadir os computadores de outras pessoas, roubando dados pessoais e até controlando remotamente as suas webcams.

Matthew Anderson, 33 anos, foi preso em junho de 2006 em Drummuir (Escócia) por fazer parte de uma rede de 'piratas' que roubavam dados de usuários. Mais duas pessoas foram presas na operação - uma em Suffolk (Inglaterra) e outra na Finlândia.

Anderson teria sido o responsável por enviar milhões de mensagens de spams que instalavam um vírus nos computadores das pessoas que abrissem as mensagens. A ação afetou usuários na Grã-Bretanha e na Finlândia.

Com o vírus instalado, Anderson não só era capaz de acessar dados pessoais das vítimas, mas também de controlar as câmeras dos computadores infectados, efetivamente espionando as casas das pessoas sem ser reconhecido.

A investigação da polícia descobriu que Anderson tinha guardadas imagens das casas das pessoas afetadas, assim como cópias de documentos particulares, como contas, relatórios médicos, currículos, listas de senhas e fotografias.

Segundo a polícia, o hacker britânico operava na sala da casa de sua mãe.

Anderson foi condenado nessa terça-feira pelo tribunal de Southwark Crown, em Londres, por 'modificação não autorizada de sistemas de informática'.

Segundo a Polícia Metropolitana de Londres, a rede agia desde 2005, tendo centenas de empresas britânicas como alvo principal. Acredita-se que dezenas de milhares de computadores foram infectados pelos hackers.



Meirelles confirma saída do Banco Central

Meirelles confirma saída do Banco Central

Ele é o presidente do BC que ficou no cargo por mais tempo.
'É o momento adequado para encerrar a missão', declarou Meirelles.
 
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, confirmou nesta quarta-feira (24) que está deixando o comando da autoridade monetária no fim deste ano. Com isso, não permanecerá no BC na gestão da presidente eleita, Dilma Rousseff.
 
Henrique Meirelles, em evento na segunda-feira. (Foto: Sergio Neves/Agência Estado)

"Acredito que, um profissional deve iniciar e concluir sua missão na hora certa. Regras de boa prática de governança de BCs aconselham de que um presidente de BC não fique mais do que dois mandatos. No Brasil, coincide com mandato do presidente da República. É o momento adequado para encerrar a missão. Estou feliz, gratificado e realizado", declarou Meirelles a jornalistas.

O mais cotado para substituir Meirelles é o diretor de Normas do BC, Alexandre Tombini. Antes de sair, Meirelles ainda comanda a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, marcada para 7 e 8 de dezembro. A expectativa do mercado financeiro é de que a taxa básica de juros permaneça estável em 10,75% ao ano.

Trajetória

Meirelles estava no cargo desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2003. Presidente mais longevo no cargo, ele deixa o comando do poderoso Banco Central após oito anos. Antes de ser assumir o BC, Meirelles foi presidente mundial do BankBoston, função pela qual se tornou conhecido.

Ele iniciou suas atividades no Banco de Boston, em 1974, e se tornou presidente da instituição no Brasil em 1984. Também já foi membro do conselho da Harvard Kennedy School of Government, e da Sloan School of Management do MIT (Massachusetts Institute of Technology). Em 2002, foi eleito deputado federal pelo PSDB, cargo do qual abdicou para comandar o Banco Central na gestão petista.

Em 2005, com uma Medida Provisória, Meirelles foi o primeiro presidente do BC a obter formalmente o status de ministro de Estado. Naquele ano, foi aberto um inquérito contra ele por sonegação, lavagem de dinheiro, crime eleitoral e remessa ilegal de dinheiro para o exterior, relativo ao período em que esteve no BankBoston.

Atuação no BC

Durante o tempo à frente da autoridade monetária, Henrique Meirelles foi alvo recorrente do chamado "fogo amigo", ou seja, das reclamações da base aliada ou de membros do próprio governo.

Entre seus principais críticos, estão o vice-presidente da República, José Alencar, que clamou publicamente diversas vezes pela redução da taxa básica de juros. Porém, também já se revezaram nos protestos parlamentares, como o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), ou, até mesmo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Este último atuou mais nos bastidores.

Os protestos contra Meirelles aconteceram principalmente por subir os juros em 2004, e, mais recentemente, em 2008, antes da eclosão da crise financeira internacional, ou por evitar baixá-los quando a inflação começava a dar sinais de arrefecimento.

Crescimento econômico e crise financeira

Apesar do "fogo amigo", o país ostentou, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o mais longo ciclo de crescimento da história recente do país, com uma taxa acima de 3% ao ano por mais de 60 meses.

No ano passado, com a crise financeira internacional, porém, o Produto Interno Bruto (PIB) se retraiu 0,2%, no que foi a primeira contração desde 1992. Mesmo assim, o desempenho ficou acima das principais economias mundiais.

Para evitar a falta de crédito, Meirelles liberou cerca de R$ 100 bilhões em depósitos compulsórios (que têm de ser mantidos no BC) no ano passado. Em 2010, com o retorno à normalidade, R$ 71 bilhões já retornaram para os cofres da autoridade monetária. Em 2009, também efetuou cortes seguidos dos juros para estimular a economia.

Em 2003, no primeiro ano de Meirelles no comando do BC, o crescimento foi de 1,1%, subindo para 5,7% em 2004. Em 2005, 2006 e 2007, o PIB avançou, respectivamente, 3,2%, 4% e 6,1%. No ano de 2008, a economia brasileira cresceu 5,1%. Para este ano, a previsão do mercado é de um crescimento acima de 7,5%.

Taxa de juros

Quando Meirelles assumiu o BC, os juros básicos estavam em 25% ao ano e, para conter o aumento da inflação e a falta de confiança dos investidores, elevou-os para 26,5% ao ano. No início de 2004, porém, a taxa já havia recuado para 16,5% ao ano.

Mais recentemente, durante as turbulências externas, o BC baixou a taxa básica ao menor nível da história (8,75% ao ano). Neste ano, porém, já elevou a taxa para 10,75% ao ano. Os juros brasileiros são os mais altos do mundo em termos reais (após o abatimento da inflação). Economistas alertam que os juros altos atraem capital para o país, em busca de melhor remuneração, o que contribui para a queda o dólar.

Inflação na era Meirelles

No início do governo Lula, em 2003, a inflação, medida pelo IPCA, ficou em 9,30% por conta da falta de confiança no recém empossado governo. Em 2004, recuou para 7,6%, caindo para 5,69% em 2005. No ano seguinte, o IPCA somou 3,14% e em 2008, com o forte crescimento da economia, avançou para 5,9%. No ano da crise financeira, caiu para 4,31%, e neste ano economistas estimam um IPCA próximo de 5,5%.

As metas de inflação estabelecidas só não foram cumpridas somente em 2003, no primeiro ano de Meirelles no comando do BC. Naquela ocasião, ele enviou uma carta aberta ao presidente Lula informando que a inflação foi mais elevada no início daquele ano, por conta da "deterioração de expectativas" registrada em 2002, quando o mercado reagiu à liderança de Lula na disputa presidencial. De 2004 em diante, as metas pré-estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional foram cumpridas.

Aumento das reservas

Durante a gestão de Meirelles, o BC aproveitou, também, para reforçar o caixa do país, ou seja, as reservas internacionais brasileiras, atualmente acima de US$ 280 bilhões. Este fator foi considerado por especialistas como primordial para que o país passasse pelas turbulências externas de 2008 e 2009 sem maiores consequências. No início de 2003, quando Meirelles assumiu, as reservas brasileiras estava em US$ 37,6 bilhões. Alguns críticos observam, porém, que o crescimento das reservas tem um custo alto para o país, uma vez que têm de pagar a diferença entre a taxa de juros brasileira e a diferença dos juros internacionais, mais baixos.



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Em noite de lua cheia, Paul McCartney mostra o segredo da felicidade em SP

Em noite de lua cheia, Paul McCartney mostra o segredo da felicidade em SP

Bem humorado, ex-Beatle esbanjou carisma e saúde durante show de 3h.
Capital paulista recebe novo show nesta segunda-feira (22), no Morumbi.
 
Neste ano, o estádio do Morumbi recebeu shows de artistas internacionais dos mais variados estilos, como Black Eyed Peas, Metallica, Rush, Bon Jovi e Coldplay. Coube a Paul McCartney realizar o último de 2010 no local. E a impressão que se teve na madrugada deste domingo (21), após quase três horas de hits do ex-Beatle, é que cada fã desses grupos resolveu ir à casa do São Paulo Futebol Clube para privilegiar o bom e velho Macca.

Em sua volta ao Brasil duas semanas depois da apresentação em Porto Alegre, Paul esbanjou bom humor, talento e saúde, emocionando e divertindo diversas gerações de seguidores dos Beatles. Era aquela que acompanhou a beatlemania in loco (os senhores), a que conheceu os discos dos meninos de Liverpool via coleção do pai (os adultos), a que baixou a discografia da banda no Napster (os jovens) e a que aprendeu a tocar os sucessos da banda em guitarras e baterias de plástico dos videogames (as crianças).

Nesta segunda-feira (22) tem mais, com um outro show esgotado de McCartney no mesmo Morumbi - que terá um presente se tiver novamente a bela lua cheia que se manteve atrás do palco na noite da primeira apresentação paulistana.

O show

O inglês consegue fazer com que as três horas de apresentação passem depressa. Antes que as pernas comecem a doer, o primeiro bis já começou. Do início, com a dobradinha “Venus & Mars / Rock show”, até o encerramento ao som de “Sgt. Pepper’s lonely hearts club band”, todos parecem hipnotizados pelo carisma e bom humor de McCartney.

A primeira vez que sentou ao piano foi para tocar “Long and winding Road”, oitava música do repertório. Antes de se levantar, ainda embalou “1985”, “Let em in” e “My Love” – essa última dedicada aos casais de namorados (ele ainda explicou que a compôs para sua “gatinha” Linda)

Quem foi ao show de Porto Alegre teve a sensação de déjà vu neste momento. É assim mesmo, pois apesar de um improviso ou de outro, McCartney realiza praticamente sempre a mesma apresentação.

Sim, ele vai ler o teleprompter, disparar expressões locais ("galera" e "paulistas" dessa vez) e dizer que vai tentar aprender português. E, sim, o ex-beatle irá fingir que o volume de “Live and let die” é muito alto para a sua idade ao final da canção que abusa da pirotecnia. Mas isso não é nada ruim: com um repertório que inclui 20 canções daquela que é a maior banda de todos os tempos e com um charme irresistível, Paul pode se dar ao direito de se repetir.


E pode ter certeza existe quem pagaria para ver um (mesmo) show diariamente dele, se isso fosse possível. E pode ter certeza que essa pessoa choraria toda vez que Paul dedicasse “Something” ao seu amigo George Harrison e lembrasse de John Lennon antes de “Here today”.

Como surpresas do show paulistano, uma chuva de balões brancos tomou conta do Morumbi durante “Give peace a chance” e McCartney também brincou de regente diversas vezes com o coro de 64 mil vozes, chegando a improvisar uma música que poderia se chamar “Ô, São Paulo”.

O show teve dois bis. O primeiro emendou “Day tripper”, “Lady Madonna” e “Get back”, enquanto o segundo veio com “Yesterday” e “Helter skelter” – com Paul esbanjando uma voz de dar inveja.

A saúde do ex-beatle, aliás, é um capítulo à parte. Se um dia imaginou que chegaria aos 64 anos sem cabelos e frágil, aos 68 Paul é menino, que arrisca uns piques pelo palco e até uns pulos durante “Mrs Vandebilt”.

A disposição é tanta que, ao sair do palco, ele escorregou e caiu feio, ao vivo para os dois impressionantes telões de alta definição que acompanham a turnê. O tombo não foi suficiente para tirar o bom humor do ex-beatle, que deu um pulo e saiu todo sorridente, despedindo-se com um ursinho de pelúcia debaixo do braço.

Veja o setlist completo da primeira apresentação de Paul McCartney em São Paulo:

- "Venus And Mars" / "Rock show"

- "Jet"

- "All my loving"

- "Letting go"

- "Drive my car"

- "Highway"

- "Let me roll it / Foxy lady"

- "The long and winding road"

- "1985"

- "Let 'em in"

- "My love"

- "I've just seen a face"

- "And I love her"

- "Blackbird

- "Here today"

- "Dance tonight"

- "Mrs. Vandebilt"

- "Eleanor Rigby"

- "Something"

- "Sing the changes"

- "Band on the run"

- "Ob-la-di, ob-la-da"

- "Back in the U.S.S.R."

- "I've got a feeling"

- "Paperback writer"

- "A day in the life" / "Give peace a chance"

- "Let it be"

- "Live and let die"

- "Hey Jude"

Bis 1:

- "Day tripper"

- "Lady Madonna"

- "Get back"

Bis 2:

- "Yesterday"

- "Helter skelter"

- "Sgt. Pepper's lonely hearts club band"



 
*Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/11/em-noite-de-lua-cheia-paul-mccartney-mostra-o-segredo-da-felicidade-em-sp.html

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Renda dos negros cresceu o dobro da renda dos brancos, diz pesquisa

Renda dos negros cresceu o dobro da renda dos brancos, diz pesquisa

Massa de renda da população negra brasileira atingiu R$ 544 bilhões.

Apesar da melhora, disparidade no país segue grande.

A massa de renda da população negra brasileira atingiu, este ano, R$ 544 bilhões, segundo pesquisa do Data Popular. Desde 2007, a renda média per capita do negro cresceu 38% - o dobro da renda média do branco, que teve alta de 19% no mesmo período.

Segundo Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto de pesquisa, o crescimento é resultado do aumento da renda da população da base da pirâmide de renda do país: “tem mais negros nas classes C e D, que teve aumento maior de renda que nas classes A e B [no período analisado]”, afirmou ele ao G1.

O acesso dessa fatia da população aos bens de consumo também tem registrado alta. Em 2001, 63% tinham televisão. Este ano, o percentual alcançou 98%. A posse de geladeira também cresceu de 56% para 97% no mesmo período.

“O mercado que essa parcela da população representa é muito grande e não pode ser ignorado”, aponta o executivo. “É um mercado que merece ser tratado com todo respeito, não basta usar um garoto propaganda negro, é preciso entender as referencias culturais, a história. Se consolidou o fato de que não é possível mais ter preconceito no Brasil”, diz.

Apesar do crescimento da renda da população negra, a disparidade no país segue grande. Na classe A, apenas 17,6% são negros. Na classe C, essa fatia corresponde a 39, 3%, enquanto na E os negros compõem 70,7% do total.

“Em 10, 15 anos talvez você comece a ter uma situação mais próxima de igualdade, mas falta muito ainda”, diz Meirelles.