sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Exército troca tiros com traficantes no Alemão

Exército troca tiros com traficantes no Alemão

Cerca de 780 soldados foram deslocados nesta sexta para a Penha.
Ainda não há informações sobre feridos.

Uma intensa troca de tiros acontece na tarde desta sexta-feira (26) entre traficantes e militares do Exército no Conjunto de Favelas do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio. As informações foram confirmadas às 16h20 pelo coronel Zanan, da seção de comunicação do Comando Militar do Leste.

Cerca de 780 soldados foram deslocados para as áreas de conflito na Penha. Até as 16h30, não havia informações sobre feridos.

Os soldados do Exército começaram por volta das 15h desta sexta a chegar ao conjunto de favelas do Alemão e à Vila Cruzeiro. Eles fazem parte de um grupo cedido pelo Ministério da Defesa para auxiliar no combate à onda de violência na cidade.

A SEGUIR, LEIA AS ÚLTIMAS INFORMAÇÕES:

APLAUSOS NA CHEGADA - Na chegada dos soldados à região da Penha nesta sexta, moradores aplaudiram. Nesta região, acontecem os maiores conflitos da atual onda de violência no Rio. Os carros saíram da Brigada Paraquedista, na Vila Militar na Zona Oeste.

MINISTRO FALA EM ENFRENTAR RISCOS - O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou, após reunião com o governador Sérgio Cabral, que a integração das esferas federal e estadual tem o objetivo único de combater a criminalidade no Rio de Janeiro. "Esse não é o momento de contornar riscos e sim de enfrentar riscos", afirmou Jobim sobre a situação enfrentada em virtude da onda de ataques no estado.

CAMINHÃO-BAÚ INCENDIADO - Um caminhão-baú foi incendiado perto da Rua Castello Branco, na Penha. Segundo informações da corporação, não houve feridos. Os bombeiros não souberam informar se o incêndio foi criminoso.

TUCANO DO CHEFE DO TRÁFICO É APREENDIDO - A polícia encontrou um tucano durante a varredura na Vila Cruzeiro. A ave estava na casa do chefe do tráfico na comunidade e acusado de ser o responsável pela queda de um helicóptero da polícia ano passado no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, também na Zona Norte.


As cidades de Carolina e Estreito terão novos fóruns nesta sexta-feira

As cidades de Carolina e Estreito terão novos fóruns nesta sexta-feira

As comarcas de Estreito e Carolina passam a funcionar em novos fóruns nesta sexta-feira, 26. Os dois prédios tem construção padrão e foram edificados pelo Tribunal de Justiça em convênio com o Consórcio Estreito de Energia (CESTE). Também amanhã será entregue a reforma do Fórum Ministro Henrique de La Rocque Almeida, em Imperatriz.

A Comarca de Carolina, a 822 quilômetros de São Luis, possui apenas uma vara e foi instalada em 1977. O novo prédio funcionará na Avenida Elias Barros, s/n, centro. O juiz titular é Mazurkievickz Saraiva. A entrega do novo prédio será ás 11h. Atualmente tramitam cerca de 3.100 processos na comarca.

A nova estrutura do judiciário de Carolina conta com recepção, gabinete do juiz, sala do FERJ, sala para a OAB, arquivo, secretaria judicial, depósito e salas para audiência, assessoria e oficial de justiça. A área de construção do fórum é de 100 metros quadrados.

Em Estreito (758 quilômetros da capital), o novo prédio tem área construída de 140 metros quadrados e conta com recepção, salas de audiência, gabinetes para juízes, salas para a OAB, arquivos, secretarias judiciais, salas para o FERJ e para os oficiais de justiça. A entrega do fórum será às 15h.

A comarca de Estreito foi instalada em 1984, é de entrância intermediária e possui duas varas. Atualmente tramitam 4.291 processos, sendo 1.870 na 1ª vara e 2.421 na 2ª vara. Os juízes titulares são Gilmar de Jesus Vale (1ª Vara) e Dayna Leão Tajra (2ª Vara).

O novo prédio fica situado à Avenida Tancredo Neves, s/n, no centro da cidade. A mudança, porém, ainda não vai ocorrer de imediato, devido às audiências da semana da conciliação, agendadas para o endereço atual.

Imperatriz

Nesta sexta-feira, às 8h, será inaugurada a reforma do Fórum de Imperatriz. Os serviços realizado no fórum duraram cerca de um ano e incluíram a troca de todo o piso e a ampliação de setores. O fórum recebeu melhorias na instalação elétrica, na fachada e no estacionamento.

Para melhorar a qualidade da prestação jurisdicional, o prédio foi dotado de novo mobiliário e as varas receberam micros e aparelhos de ar-condicionado novos. Mesmo durante as obras, os serviços ao público nunca paralisaram. O juiz Adolfo Pires da Fonseca Neto é o diretor do fórum. Imperatriz possui 4 Varas Cíveis, 3 Varas da Família, 5 Varas Criminais, uma Vara da Infância, uma Vara Especial de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, uma Central de Penas Alternativas, uma Vara da Fazenda Pública, um Juizado Especial Criminal e dois Juizados Especiais Cíveis. Tramitam no fórum cerca de 32 mil processos.



*Fonte:http://www.oimparcialonline.com.br/noticias.php?id=65710

Ibovespa fecha negócios com queda de 0,38%, aos 69.361 pontos

Ibovespa fecha negócios com queda de 0,38%, aos 69.361 pontos
SÃO PAULO - Depois de operar a maior parte do dia de lado, dada a ausência de operações em Wall Street, o mercado acionário brasileiro fechou os negócios desta quinta-feira no vermelho, com perdas acentuadas ao fim do pregão.
Dados preliminares mostram que, depois de marcar 69.780 pontos na máxima do dia, o Ibovespa teve desvalorização de 0,38%, aos 69.361 pontos - menor nível da jornada. O giro financeiro atingiu R$ 2,488 bilhões.
Na semana, o índice segue com baixa de 2,17% e, no mês, recua 1,86%.
Ontem, o Ibovespa havia registrado alta de 2,47%, aos 69.629 pontos.
Entre os ativos de maior peso sobre o Ibovespa, Vale PN caiu hoje 0,50%, a R$ 49,25; Petrobras PN recuou 1,54%, a R$ 24,85; Itaú Unibanco PN se apreciou em 0,17%, a R$ 40,47; BMFBovespa ON teve baixa de 1,00%, para R$ 13,81; e OGX Petróleo ON perdeu 0,28%, a R$ 20,90.

*Fonte:http://www.oimparcialonline.com.br/noticias.php?id=65728

PanAmericano influenciou decisão de manter juros

PanAmericano influenciou decisão de manter juros

Copom tinha informação desde julho, diz Henrique Meirelles, presidente do Banco Central

SÃO PAULO/BRASÍLIA - Os problemas de contabilidade das operações de crédito no Banco Panamericano foram levados em consideração pelo Comitê de Política Monetária (Copom) desde a reunião de julho, ainda que o Banco Central não tivesse identificado na ocasião a instituição que estava gerando os potenciais desequilíbrios no sistema financeiro.

As declarações foram feitas pelo presidente do BC, Henrique Meirelles, em reunião com economistas em São Paulo nesta quinta-feira.

"O relevante é que o BC tinha a informação já para o Copom de julho e, certamente para o de setembro, que tinha um problema", afirmou Meirelles, de acordo com vídeo da reunião publicado na página do BC no final da tarde.

De acordo com o presidente do BC, o problema no PanAmericano era um "risco importante" para as condições de crédito futuras, dependendo de como fosse equacionado.

Em julho, o Copom elevou os juros para o atual patamar, a 10,75 por cento, e contrariou as expectativas de parte dos agentes, que pediam uma elevação maior. De acordo com Meirelles, é importante considerar que o BC dispõe muitas vezes de informações que não estão disponíveis para o mercado.

As atas das reuniões de julho e de setembro não traziam nenhuma menção a riscos para as condições de crédito.

A fraude no Banco PanAmericano foi revelada somente em 9 de novembro, com a divulgação de um aporte de 2,5 bilhões de reais do acionista controlador, o grupo Silvio Santos.

Segundo Meirelles, o BC demorou algum tempo até dimensionar o volume do problema e verificar que o impacto estava concentrado em apenas uma instituição.

Para Flavio Serrano, economista sênior do Espírito Santo Investment Bank, "com certeza isso é uma informação nova."

"A gente tinha achado equivocado o BC ter parado (de subir os juros). Uma parte foi explicada: tinha o Panamericano no processo", acrescentou.

"A gente não vê em dezembro esse aumento de juro, mas ele começa a preparar o terreno. Nossa expectativa é em janeiro."

INFLAÇÃO

O recente aumento da inflação tem sido mencionado como a principal razão para uma alta do juro no começo de 2011. De acordo com um economista que participou do encontro -dividido em três grupos-, o mercado demonstrou preocupação com a alta dos alimentos, que tem pressionado os índices de preços.

A prévia mais recente do índice oficial de inflação superou as expectativas de analistas em novembro. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de novembro teve alta de 0,86 por cento, ante 0,62% em outubro.

Além disso, o cenário externo representa outra ameaça, por dificultar as previsões. "Falou-se um pouco da situação de indefinição de algumas variáveis. Se comentou no sentido de que as premissas estão muito voláteis, e o que a gente assume (como cenário) perde a validade muito rápido", disse o economista, que preferiu não ser identificado.

O BC usa a reunião trimestral com economistas para colher impressões sobre o cenário de inflação e, por isso, normalmente ouve mais do que fala aos analistas de mercado.

Mesmo assim, o diretor de Política Econômica, Carlos Hamilton Araújo, disse que uma das hipóteses de trabalho é a política fiscal, sobre a qual o mercado recebeu sinalizações "importantes". Nesta semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou em cortes de mais de 20 bilhões de reais no primeiro ano de governo de Dilma Rousseff.

O diretor de Normas do BC e indicado para a presidência da instituição no governo Dilma, Alexandre Tombini, não participou da reunião.

O teor das reuniões do BC com representantes do mercado normalmente não é divulgado. A assessoria da instituição afirmou que neste caso isso ocorreu para evitar "assimetria de informações".



*Fonte:http://www.oimparcialonline.com.br/noticias.php?id=65752

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

OGX e MPX anunciam nova acumulação de gás em Santo Antonio dos Lopes

Uma nova acumulação de gás foi descoberta no poço OGX-22, na Bacia do Parnaíba, localizado no município de Santo Antonio dos Lopes, que de acordo com testes realizados indicam um potencial produtivo de até 3,4 milhões de m³ por dia. O anúncio foi feito nessa quarta-feira (24) pela OGX e MPX, empresas de óleo e gás e de energia do Grupo EBX, do empresário Eike Batista.

Em sequência à descoberta divulgada em 17 de novembro último, a perfuração do poço 1-OGX-22-MA, no bloco PN-T-68, prosseguiu e identificou uma nova acumulação de gás, esta de idade devoniana inferior. Foi realizada uma perfilagem intermediária, teste utilizado para verificar/avaliar as características físicas e químicas das camadas geológicas e dos fluidos nelas contidos.

O teste possibilitou determinar o net pay (intervalos de um reservatório saturados por petróleo e/ou gás) de ambas as acumulações: aproximadamente 49 metros e 47 metros, respectivamente. Adicionalmente, em complemento às informações referentes ao teste de formação conduzido na primeira acumulação, a OGX e a MPX informam que o poço apresentou potencial produtivo de até 3,4 milhões de metros cúbicos por dia em abertura plena (AOF – Absolut Open Flow).

A perfuração do poço OGX-22, prospecto denominado Fazenda São José, continuará em andamento até a profundidade total estimada de 3.200 metros em buscas de novos objetivos exploratórios.

O poço, localizado no bloco PN-T-68, situa-se em Santo Antônio dos Lopes, a aproximadamente 260 km de São Luís, capital do Maranhão. A sonda QG-1, fornecida pela Queiroz Galvão, iniciou as atividades de perfuração no dia 23 de outubro deste ano.

"Estas novas informações reforçam a perspectiva do enorme potencial da região, com a descoberta de acumulações em diferentes níveis e potencial produtivo excepcional. Cada nova conquista reforça o sucesso do nosso modelo geológico desenvolvido para esta região de nova fronteira", comentou o diretor geral da OGX, Paulo Mendonça.

Capinzal do Norte - Este é o segundo poço perfurado pela OGX no Maranhão na Bacia do Parnaíba. O primeiro poço (OGX-16, em Capinzal do Norte) foi concluído em outubro com a identificação de duas acumulações de gás, também na idade devoniana.

Na ocasião, a OGX e a MPX estimaram uma capacidade produtiva de aproximadamente 15 milhões de metros cúbicos diários de gás natural em toda a área dos sete blocos da Bacia do Parnaíba. Os 3,4 milhões de m³/dia devem ser entendidos como parte desse montante.

A OGX Maranhão, sociedade formada entre OGX S.A. (66,6%) e MPX Energia S.A. (33,3%), é a operadora e detém 70% de participação neste bloco, enquanto a Petra Energia S.A. detém os 30% restantes.

Sobre a OGX - Focada na exploração e produção de óleo e gás natural, a OGX Petróleo e Gás SA é responsável pela maior campanha exploratória privada no Brasil. A OGX possui um portfólio diversificado e de alto potencial, composto por 29 blocos exploratórios no Brasil, nas bacias de Campos, Santos, Espírito Santo, Pará-Maranhão e Parnaíba e 5 blocos exploratórios na Colômbia, nas bacias de Cesar-Ranchería, Vale Inferior do Madalena e Vale do Médio Madalena. A área total de extensão dos blocos é de 7.000 km² em mar e cerca de 34.000 km² em terra, sendo 21.500 km² no Brasil e 12.500 km² na Colômbia. Além de contar com um time de profissionais altamente qualificados, a companhia possui sólida posição financeira, com cerca de US$ 3,4 bilhões para investimentos em exploração, produção e novos negócios. Em junho de 2008, a empresa captou recursos na ordem de R$ 6,7 bilhões em sua oferta pública de ações, no maior IPO primário da história da Bovespa até então. A OGX é parte do Grupo EBX, conglomerado industrial fundado e liderado pelo empresário brasileiro Eike Batista, que possui um comprovado histórico de sucesso no desenvolvimento de novos empreendimentos nos setores de recursos naturais e infraestrutura. Para mais informações visite o site: www.ogx.com.br.

Sobre a MPX - A MPX é a empresa de energia do Grupo EBX com um amplo portfólio de projetos de geração térmica e energia renovável que a posicionam estrategicamente para se tornar uma geradora privada líder no setor elétrico brasileiro. A Companhia possui quatro empreendimentos em construção no Maranhão e no Ceará, com investimentos de mais de R$4 bilhões e contratação direta de mais de 8 mil pessoas. Detém, ainda, sete projetos greenfield, no Brasil e no Chile, totalizando mais de 10 GW de capacidade, além de ativos de classe mundial de carvão e gás natural na Colômbia e no Brasil, com flexibilidade para suprir as plantas próprias ou o mercado internacional.

*Fonte:http://www.oprogresso-ma.com.br/progresso1.html

Equipe econômica afina discurso de olho no mercado

Equipe econômica afina discurso de olho no mercado

Compromisso com corte de gastos de custeio da maquina pública, redução de dívida pública e obediência às metas de inflação foram o tom das primeiras declarações.

BRASÍLIA - Compromisso com corte de gastos de custeio da máquina pública, redução da dívida pública e obediência às metas de inflação foram o tom das primeiras declarações das principais figuras econômicas do governo de Dilma Rousseff confirmadas nesta quarta-feira.

Era tudo o que o mercado gostaria de ouvir.

"O crescimento só será sustentado se não gerar dívida pública nem inflação", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a jornalistas, após a confirmação oficial de que será mantido no cargo pela presidente eleita, ao lado da futura ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e do próximo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Foi uma clara resposta aos receios que tomaram os mercados nas últimas semanas, em meio à especulação de nomes que ocupariam os cargos e a uma eventual guinada nas principais diretrizes econômicas do atual governo.

De acordo com Mantega, o compromisso do governo Dilma é o de superar a taxa média de crescimento dos últimos anos, com geração de emprego e erradicação da miséria.

"Porém, o crescimento só será sustentado se for sem desequilíbrios macroeconômicos... não aumente o endividamento do Estado", afirmou o ministro.

E os esforços nessa direção devem começar já no ano que vem, prometeu, com cortes nos gastos de custeio. A meta é reduzir a relação dívida/PIB dos atuais 41 para 30 por cento até 2014. Com isso, o governo espera uma queda do juro básico e o aumento da poupança pública para elevar os investimentos.

O discurso foi endossado por, Miriam Belchior, que frisou a necessidade de ampliar a participação dos investimentos nos gastos totais do governo.

"Nós certamente vamos canalizar a maior parte dos recursos disponíveis para as prioridades já apontadas pela presidente", afirmou.

Já Tombini, atual diretor de Normas do BC e há muito tempo o mais cotado para chefiar o órgão no lugar de Henrique Meirelles, declarou ter recebido garantias de Dilma de que haverá autonomia total da autoridade monetária.

"Ela me disse que nesse regime não há meia autonomia, é autonomia operacional total", afirmou, reafirmando o compromisso com a meta de inflação de 4,5 por cento ao ano.

REPERCUSSÃO

A nomeação dos três, que já era dada como certa desde a véspera, foi recebida com um otimismo cauteloso pelo mercado.

"A definição da equipe econômica pela presidente eleita Dilma Rousseff confirma as melhores expectativas sobre os rumos do novo governo", disse em nota o presidente-executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco.

Apesar dos elogios, ainda existe uma preocupação de que o discurso seja provado na prática.

"Tanto BC como Planejamento ainda têm de passar pela prova dos nove. O BC para provar independência, e o Planejamento para mostrar compromisso com ajuste fiscal", afirmou André Perfeito, economista da Gradual Investimentos.

Os mercados financeiros domésticos, também favorecidos pelo panorama de recuperação das principais praças internacionais, reagiu de forma positiva. As projeções de juros futuros, que vinham subindo em meio a temores sobre o futuro da política monetária, caíram mesmo após outro dado de inflação divulgado pela manhã mostrando que os preços seguem avançando em ritmo superior ao desejado pelo BC.



*Fonte:http://www.oimparcialonline.com.br/noticias.php?id=65641

Plenário aprova MPs que favorecem obras para Copa do Mundo e Olimpíadas


O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (24) os Projetos de Lei de Conversão (PLVs) 11/10 e 12/10. As proposições - resultantes de modificações efetuadas pela Câmara dos Deputados às Medidas Provisórias 496 e 497 de 2010 - criam isenções fiscais e permitem aumento do endividamento de estados e municípios visando investimentos para a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Mas tratam também de outros assuntos, o que motivou críticas do líder em exercício do PSDB, senador Alvaro Dias (PSDB-PR).

Os dois PLVs foram aprovados no dia 17 pela Câmara dos Deputados, em votação simbólica. Como as MPs foram apresentadas em 20 de julho, chegaram ao Senado impedindo outras votações e perderiam a validade em seis dias. O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) foi o relator-revisor do PLV 11/10, enquanto a relatoria do PLV 12/10 no Senado coube ao senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

Alvaro Dias não participou da discussão do PLV 11/10, mas recomendou voto contrário ao PLV 12/10. O parlamentar disse que o PLV chegou ao Senado como "uma árvore de natal, tamanha a quantidade de penduricalhos nela colocados".

Para Alvaro Dias, os assuntos tratados pelo PLV "são os mais díspares possíveis e imagináveis". O PLV, disse o senador, trata de isenção fiscal para construção dos estádios que receberão jogos da Copa do Mundo e disputas olímpicas, mas também versa sobre questões previdenciárias; sobre a concessão de aforamento de terrenos da Rede Ferroviária Federal; e a transferência de domínio útil de imóveis da Marinha para a Companhia de Docas do Rio de Janeiro (o senador se equivocou: na verdade, os temas sobre esses terrenos são tratados pelo PLV 11/10, que já havia sido votado).

O senador lamentou ainda que o PLV seja votado no Senado seis dias antes de perder sua eficácia.

- Não podemos transformar a casa revisora em casa de chancela, homologadora. Nós existimos exatamente para aprimorar as propostas - afirmou o senador.

Se os projetos fossem alterados, teriam de voltar à Câmara dos Deputados e então não haveria mais tempo hábil para sua aprovação.

Alvaro Dias ainda contradisse o relator da matéria, afirmando que, ao contrário do que garantiu Dornelles, o PLV contraria, sim, a Lei de Responsabilidade Fiscal, ao conceder as isenções.

Também o senador Mário Couto (PSDB-PA) protestou contra a MP. Para ele, a Medida Provisória desmoraliza o Poder Legislativo, uma vez que os recursos por ela tratados já foram destinados e gastos. Ele também protestou pelo fato de o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, controlar boa parte dos recursos destinados à Copa do Mundo. 

Já o senador Magno Malta (PR-ES) apoiou requerimento pedindo a criação de uma comissão para acompanhar as possíveis irregularidades no comitê organizador da Copa de 2014. Magno Malta citou notícia segundo a qual Ricardo Teixeira controla a empresa que, de acordo com contrato com a CBF, será a responsável por administrar os recursos para organizar a competição. "Temos que prestar atenção. É uma Copa do Mundo. É o nosso país. Que se constitua essa comissão para que não tenhamos, depois, vexames, e tenhamos que instalar CPIs para fazer investigações após a Copa", afirmou.

No entanto, ambas as propostas foram aprovadas, em votação simbólica, com voto contrário da bancada do PSDB.

A MP 496/10 possibilita que municípios-sede da Copa do Mundo tomem novos empréstimos, mesmo se a sua dívida total estiver acima da receita líquida real (RLR). Pela MP, os novos financiamentos seriam destinados somente a obras relacionadas ao Campeonato Mundial de Futebol.

O Senado aprovou a emenda acrescentada pelo relator da Medida na Câmara, Carlos Abicalil (PT-MT), que permite aos municípios que sediarão partidas da Copa realizarem também empréstimos destinados às obras de saneamento básico e de transporte urbano. Atualmente os municípios que têm dívida superior à RLR somente podem contrair novos empréstimos para financiar programas de modernização da máquina pública, projetos internacionais bem avaliados ou programas de iluminação.

Além disso, o PLV autoriza a União a constituir aforamento em favor dos adquirentes originários, ou seus sucessores, de imóveis oriundos da extinta Rede Ferroviária Federal S.A.; e a transferir para a Companhia de Docas do Rio de Janeiro os terrenos de marinha hoje sob domínio da União. 

Já a MP 497 concede isenção fiscal para a construção, ampliação ou modernização de estádios nas cidades que receberão os jogos. Essas obras serão incluídas no regime tributário especial chamado Recopa, que dá isenção dos tributos cobrados sobre materiais e serviços para empresas com projetos aprovados até 31 de dezembro de 2012 pelo Ministério do Esporte.

O Senado também aprovou a emenda da Câmara que estende os benefícios do Recopa aos estádios que serão usados em treinos das seleções participantes das copas. Outra emenda permite que o PIS/Pasep e a Cofins sejam cobrados na saída do couro dos frigoríficos. A Agência Câmara informou que essa emenda, ao ser aprovada na Câmara dos Deputados, foi bastante criticada por muitos deputados, por beneficiar um setor que não relacionado com o Campeonato Mundial de Futebol. 

Para o relator da matéria no Senado Federal, senador Marcelo Crivella, a emenda é sumamente importante, por desonerar o setor pecuário. Ele também enalteceu as isenções concedidas para o programa Minha Casa, Minha Vida; e para a compra, por empresas brasileiras, de similares nacionais a produtos importados com isenção de impostos, no sistema conhecido como draw back.

O Senado também aprovou emenda do relator da proposta na Câmara dos Deputados, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que obriga o governo federal a encaminhar ao Congresso e publicar, até 1º de agosto de 2016, uma prestação de contas da renúncia fiscal. Esse relatório deverá ter informações sobre o valor total da renúncia, o aumento de arrecadação, os empregos gerados, o número de estrangeiros que vieram ao Brasil assistir aos jogos e o custo total das obras feitas com o incentivo fiscal.

*Fonte: agencia senado