quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Gigante imobiliária, PDG mira Norte e Nordeste

Chamo atenção para uma reflexão com forte repercussão na realidade maranhense, as regiões Norte e Nordeste do país crescem economicamente e por conseguinte o mercado imobiliário etá em franca expansão. É digno de nota a execução do Projeto "Minha Casa Minha Vida" do Governo Lula, as mobras são visíveis nas cidades de grande e médio porte. Enfim, parece que estamos aprendendo que cidadania e dignidade para todos os brasileiros rima com crescimento econômico.

Gigante imobiliária, PDG mira Norte e Nordeste


Líder em vendas no país prevê R$ 2 bi em lançamentos nas regiões neste ano

Incorporação da Agre, feita em maio, permitirá à PDG diversificar os negócios, até agora focados no centro-sul.

Dona de um faturamento de R$ 4,2 bilhões, a PDG Realty encontrou na Agre, companhia incorporada em maio, o principal apoio para crescer nas regiões Norte e Nordeste.

Segundo a Folha apurou, os lançamentos imobiliários da PDG nas duas regiões devem beirar R$ 2 bilhões neste ano. O volume é considerado expressivo por especialistas e dá novo fôlego de crescimento à PDG, que até agora concentrava mais da metade dos negócios no centro-sul.

Procurada, a PDG não se pronunciou, afirmando estar em período de silêncio.

"A Agre é o carro-chefe de diversificação geográfica da PDG nessas regiões", diz Armando Halfeld, analista da Ativa Corretora.

Imobiliária líder em vendas no país no ano passado, num momento de expansão histórica do setor, a PDG teve um crescimento meteórico nesta década.

Criada em 2003 a partir de investimentos do Pactual Capital Partners (PCP), divisão do Banco Pactual, a companhia passou de empresa virtualmente desconhecida para a condição de gigante do setor.

Neste ano, a previsão é atingir a faixa entre R$ 6,5 bilhões e R$ 7,5 bilhões em lançamentos imobiliários.

A estratégia para o crescimento foi a de aquisições do controle e de participações em oito empresas nos últimos quatro anos.

Fruto da união entre Abyara, Klabin Segall e Agra, a Agre prevê que 56% de seus lançamentos no ano, avaliados em R$ 2,5 bilhões, aconteçam no Norte/Nordeste. É a primeira vez que os lançamentos nas duas regiões superam Sul e Sudeste.

SALVADOR

Salvador é a principal área de interesse. Neste ano, foram lançados três empreendimentos na cidade, que até dezembro deve receber outros dois, num total de R$ 900 milhões.

"A demanda está concentrada principalmente no segmento residencial, mas miramos também oportunidades comerciais", diz Beto Horst, presidente da Agre.

Natal e Recife são outras capitais-alvo de crescimento da PDG com a Agre. Em Fortaleza, a companhia também receberá o reforço dos empreendimentos da Goldfarb, braço dedicado ao segmento econômico e controlado pela PDG desde 2006.

"No Norte, os alvos são Manaus e Belém, onde a Agre atua com parceiros locais de incorporação", diz Horst.

No Amazonas, a parceria da Agre é com a construtora Amazonas, e, no Pará, com a Leal Moreira.

*Fonte: CAMILA FUSCO da Folha de São Paulo.



quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Classe D já supera B em poder de consumo

Na minha opinião, estamos diante de uma notícia que no seu conteúdo carrega a concretização de uma antiga aspiração da nação brasileira. Uma verdadeira revolução na qual a classe média brasileira vai aos poucos sendo sensivelmente ampliada. Trata-se de um resultado exitoso do Governo Lula, cujas consequências somente poderão ser melhor avaliadas quando aqueles que hoje estudam mais e melhor, por conta do seu ingresso no mercado de consumo, estiverem no mundo do trabalho. Com isso a ascensão econômica e social destes setores será inevitável. 

Classe D já supera B em poder de consumo

Pela primeira vez essa faixa ocupa segundo lugar no ranking, atrás apenas da Classe C.



Pela primeira vez neste ano, a massa de renda das famílias da classe D vai ultrapassar a da classe B, apontam cálculos do instituto de pesquisas Data Popular. Em 2010, as famílias com ganho mensal entre R$ 511 e R$ 1.530 têm para gastar com produtos e serviços R$ 381,2 bilhões ou 28% da massa total de rendimentos de R$ 1,380 trilhão. Enquanto isso, a classe B vai ter R$ 329,5 bilhões (24%). A classe B tem renda entre R$ 5.101 e R$ 10.200.

O maior potencial de compras, no entanto, continua no bolso da classe C: R$ 427,6 bilhões. "Mas é a primeira vez que a classe D passa a ser o segundo maior estrato social em termos de consumo", afirma o sócio diretor do Data Popular e responsável pelos cálculos, Renato Meirelles. Ele considerou nos cálculos a expectativa de 7% para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

De oito categorias de produtos avaliados pelo instituto de pesquisas, em quatro delas o potencial de consumo da classe D supera o da B para este ano. São elas: alimentação dentro do lar (R$ 68,2 bilhões); vestuário e acessórios (R$ 12,7 bilhões); móveis, eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (R$ 16,3 bilhões) e remédios (R$ 9,9 bilhões).

Em artigos de higiene, cuidados pessoais e limpeza do lar, os potenciais de consumo das classes D e B são idênticos (R$ 11 bilhões). Os gastos da classe B são maiores que os da D em itens diferenciados: a alimentação fora do lar; lazer, cultura e viagens e despesas com veículo próprio.

A dança das cadeiras das classes sociais no ranking do potencial de consumo reflete, segundo Meirelles, as condições favoráveis da macroeconomia para as camadas de menor renda. Isto é, o aumento do salário mínimo, benefícios sociais, como o Bolsa Família, e a geração de empregos formais.

Entre abril de 2003 e janeiro deste ano, o salário mínimo teve aumento real (acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, que avalia o custo de vida para as famílias com renda entre um e seis salários mínimos), de 53,7%. "Nenhuma categoria teve esse ganho de renda no mesmo período", observa o assessor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sérgio Mendonça. Ele explica que geralmente a renda da classe D está atrelada ao salário mínimo.

Só em janeiro deste ano, por exemplo, foram injetados na economia R$ 26,6 bilhões ou 0,70% do PIB por causa do reajuste de 9,67% do mínimo. Muito provavelmente esse montante foi para as famílias de menor renda.

Além do ganho real do salário mínimo, Mendonça acrescenta dois ingredientes que turbinam o potencial de consumo da baixa renda: a criação de empregos formais e o crédito consignado, aquele com taxa de juros menor em relação à média do mercado, pois o pagamento é feito com desconto na folha de salário das empresas. "Trata-se de uma combinação virtuosa para consumo", diz o economista.

Para Meirelles, do Data Popular, a classe D vive um momento inusitado: tem renda e carência de produtos. Pesquisa nacional feita pelo instituto no segundo semestre do ano passado com 5 mil entrevistados de todos os estratos sociais revela que o déficit de produtos das famílias da classe D é gigantesco, quando comparado com o da classe C.



De acordo com a enquete, 81% das famílias da classe D não têm forno de micro-ondas e aspirador de pó; 82% não possuem TV de LCD(com monitor de cristal líquido, na sigla em inglês) ou de plasma e computador. Já 49% ainda não compraram lavadora de roupa e geladeira. Na classe C, faltam aspirador de pó e forno micro-ondas em 42% dos lares; TV de plasma ou LCD e computador em 40% das casas; geladeira e máquina de lavar roupa em 14% das famílias.

Meirelles observa que, no caso da classe D, a combinação de poder de compra com carência de produto faz com que a renda se transforme rapidamente em consumo. "Já para a classe C, boa parte das compras é de reposição de produtos", diz o diretor do Data Popular. Normalmente esse tipo de compra leva mais tempo para ser feita, mas o valor do produto adquirido é maior. É que, quando o consumidor compra o segundo produto, ele busca equipamento com mais recursos, no caso de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

A máquina de lavar roupa é a estrela do consumo da classe D neste ano. No primeiro semestre, o instituto de pesquisas também ouviu 5 mil pessoas de todos os estratos sociais no País para saber a pretensão de compra do brasileiro. Constatou, por exemplo, que 41% das famílias da classe D pretendem comprar máquina de lavar em 2010. O resultado é quase equivalente à pretensão de compra da classe C para o mesmo produto (49%).

Depois da máquina de lavar, o formo de micro-ondas é o eletrodoméstico mais desejado pela classe D, com intenção de compra de 37% das famílias desse estrato social, seguido pela geladeira (35%), computador (29%), aspirador de pó (28%) e televisão de LCD ou plasma (23%), aponta a pesquisa.

Supermercados. Ao mesmo tempo que o consumidor de baixa renda traça planos para ter a primeira máquina de lavar, ele já ampliou as compras de produtos básicos: alimentos, bebidas e artigos de higiene e limpeza. No primeiro trimestre, as classes D e E aumentaram em 18% a quantidade de produtos de uma cesta com 100 itens básicos e em 15% em valor na comparação com os mesmos meses de 2009, mostra pesquisa da Kantar Worldpanel.No mesmo período, a classe C aumentou em 16% os volumes e em 14% os valores e as classes A e B, em 11% e 15%, respectivamente.

"As classes de menor renda (D e E) foram as que mais incrementaram as compras de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza no primeiro trimestre deste ano", afirma a diretora comercial do instituto de pesquisa, Christine Pereira. Ela observa que o aumento da renda dos estratos sociais de menor poder aquisitivo permitiu aumentar a aquisição de alimentos mais sofisticados.



PARA ENTENDER

Fim do ciclo de inflação elevou a renda no País


O fenômeno de ascensão social das classes menos abastadas não é de hoje. O passaporte para a mobilidade social foi carimbado 16 anos atrás, em 1994, quando foi criado o Plano Real, um conjunto de medidas para estabilizar a economia brasileira que vivia sob a batuta da hiperinflação.

Num primeiro momento, todas as camadas sociais sentiram no bolso os efeitos dos ganhos de renda. De um dia para outro aumentaram em 40% seu poder de compra, já que essa era a taxa mensal de inflação naquela época.

Daí para frente, os ganhos de renda cresceram, principalmente para as classes de menor poder aquisitivo, cujo consumo está concentrado em itens de primeira necessidade, como alimentos, e que tinham os preços mais afetados pela hiperinflação.

Nos últimos anos, com a volta do crescimento econômico e, consequentemente, o aumento do emprego e da renda, o que se viu foi a explosão da classe C no mercado de consumo. Hoje ela é quase a metade da população brasileira. Agora, com a volta do crédito de longo prazo, a classe D também passa a ter relevância no consumo doméstico.



*fonte: Márcia De Chiara - O Estado de São Paulo.

De volta das férias

As férias acabaram. É hora de voltar às coisas do mundo para além do bem e do mal. Vamos ao trabalho. Então tratemos de espancar as palavras e extrair algum conteúdo...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

BRASIL X PORTUGAL

  Daqui a pouco o Brasil entra em campo. É a boa e velha pátria de chuteiras. O país está nas mãos de um técnico que nunca foi técnico, dependendo da inteligência e dos humores do marrento Dunga. Deus nos abençoe!

Mas, o cara vem ganhando e dependerá de suas vitórias para continuar sendo aturado pelo povo ou vir a se transformar em Judas, em culpado ou carrasco de nossos sonhos. Dou crédito ao Dunga e parece que o sucesso no futebol não está relacionado a ser bom mocinho. Lembram do Romário?

Pois é, vai lá Dunga!!!! E que Deus nos abençoe! Que Cristo não nos abandone, e ainda, que 190 milhões de almas orem por nós! Vamos lá Brasillllll...

domingo, 20 de junho de 2010

As cinzas de Saramago são de todos os pobres e oprimidos do mundo.

Cinzas de Saramago devem ficar totalmente em Portugal, decide viúva


Nobel de Literatura de 1998 morreu sexta-feira na Espanha aos 87 anos.

Vitor Sorano (Especial para o G1, em Lisboa) (*)

Inicialmente, a Fundação José Saramago havia divulgado que parte iria para Lanzarote, na Espanha, onde o escritor morava e morreu.

Segundo a Agência Lusa, a mulher de Saramago, Pilar del Río, confirmou a decisão de deixar os despojos em Portugal.

O velório continuava na manhã deste domingo (20) no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa (equivalente, no Brasil, à prefeitura)

No sábado, ao chegar ao velório, o ex-presidente português Mario Soares afirmou ter defendido a entrada de Saramago no Panteão Nacional, onde estão os restos mortais de autoridades e celebridades portuguesas, como a cantora Amália Rodrigues. O local onde as cinzas do escritor serão depositadas, porém, ainda não foi definido. Uma hipótese é Azinhaga do Ribatejo, onde o escritor nasceu, tendo vivido parte de sua vida em Lisboa.

Após uma sessão de discursos, o velório foi fechado ao público e à imprensa para a despedida da família e realização dos preparativos para o transporte do corpo até o cemitério do Alto de São João, onde será cremado. O cortejo deve sair às 12h (8h de Brasília) e seguir ao menos um trecho pelas margens do rio Tejo. A Câmara se localiza na Praça do Município, no centro histórico de Lisboa. O público poderá entrar no cemitério, mas não na sala de cremação.

O presidente da República de Portugal, Cavaco Silva (PSD), em férias nos Açores, não participou das homenagens ao escritor. O chefe de Estado era o primeiro-ministro em 1992 quando o Ministério da Cultura excluiu "O Ensaio sobre a Cegueira", de Saramago, da lista de candidatos portugueses ao Prêmio Europeu de Literatura. Durante a manhã, segundo o jornal português Público, o chefe da Casa Civil da presidência esteve presente.

O caixão estava coberto por uma bandeira de Portugal. As cerca de 200 pessoas que aguardavam o momento aplaudiram quando ele foi levado para o interior do edifício.

O governo português decretou luto oficial de dois dias pela morte de Saramago. O prefeito de Lisboa, Antonio Costa, declarou que é um "orgulho para a cidade receber mais uma vez Saramago.

Ele lembrou em comunicado que Lisboa foi "uma causa que Saramago abraçou" quando presidiu a assembleia municipal em 1990 e assegurou que seu "legado é inestimável".

A igreja perde um crítico

A notícia da morte de José Saramago repercutiu imediatamente em todo o mundo, inclusive entre representantes da Igreja Católica em Portugal, com quem o escritor mantinha uma relação conturbada por abordar de forma polêmica temas religiosos em obras como "O evangelho segundo Jesus Cristo", de 1991, e "Caim", seu romance mais recente, de 2009.

O diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura da Conferência Episcopal Portuguesa, Padre José Tolentino, e o porta-voz da conferência, Padre Manuel Morujão, disseram que o país perde um "expoente" e que a igreja perde um crítico com o qual soube dialogar constantemente. "Seja como for, o diálogo nunca foi cortado e sempre foi possível", disse padre Manuel Morujão, sobre o escritor, que se declarava um ateu.

"[Saramago] combatia as religiões com fúria, dizia que elas nos embaçam nossa visão. Mesmo assim não consigo deixar de pensar que adoraria que neste momento ele estivesse tendo que dar o braço a torcer ao ser surpreendido por algum outro tipo de vida depois desta que teve por aqui", declarou o cineasta brasileiro Fernando Meirelles, que adaptou "Ensaio sobre a cegueira" para o cinema em 2008.

O escritor vivia na ilha de Lanzarote, nas Canárias, desde 1993 com sua esposa, com quem se casou aos 63 anos.

Expoente da literatura mundial

Saramago era um dos maiores nomes da literatura contemporânea, vencedor do prêmio Nobel de Literatura no ano de 1998 e de um prêmio Camões - a mais importante condecoração da língua portuguesa.

Entre seus livros mais conhecidos estão "Memorial do convento", "O ano da morte de Ricardo Reis", "O evangelho segundo Jesus Cristo", "A jangada de pedra" e "A viagem do elefante". O mais recente romance publicado pelo escritor foi "Caim", de 2009. Antes de morrer, ele estava trabalhando em um livro sobre tráfico de armas, que chegou a batizar de "Alabardas, alabardas! Espingardas, espingardas", mas deixou inacabado.

O estilo de escrita de Saramago era caracterizado, entre outras experimentações de linguagem, pelos parágrafos muito longos e o uso incomum de pontuações. “Sua literatura era densa e sofisticada e, mesmo assim, era lida por um grande público. Essa é a maior proeza de sua vida”, analisa o professor Frederico Barbosa, que ensinava Saramago em cursinhos de São Paulo e é também diretor do espaço cultural paulistano Casa das Rosas.

"Ensaio sobre a cegueira", que conta a história de uma epidemia branca que cega as pessoas, metáfora da cegueira social, foi levado às telas em um produção hollywoodiana filmada pelo cineasta brasileiro Fernando Meirelles (de "Cidade de Deus") em 2008. O autor, normalmente avesso a adaptações de suas obras, aprovou o trabalho de Meirelles.

Saramago era considerado como o criador de um dos universos literários mais pessoais e sólidos do século XX e uniu a atividade de escritor com a de homem crítico da sociedade, denunciando injustiças e se pronunciando sobre conflitos políticos de sua época. Em 1997, escreveu a introdução para o livro de fotos "Terra", em que o fotógrafo Sebastião Salgado retratava a rotina do movimento dos sem-terra no Brasil.

Em 2008, uma exposição sobre o trabalho de Saramago foi exibida no Brasil. "José Saramago: a consistência dos sonhos" trazia cerca de 500 documentos originais e outros tantos digitalizados, reunidos em um formato que, misturando o tradicional e a tecnologia moderna, levavam o visitante a uma agradável e rara viagem pela vida e pela obra do escritor português.

Biografia

O português José de Sousa nasceu em 16 de novembro de 1922, na pequena aldeia portuguesa de Azinhaga, no Ribatejo, região central do país. Ficou mais conhecido, no entanto, pelo sobrenome de sua família paterna, Saramago, que o funcionário do Registro Civil acrescentou após seu nascimento.

Sua família mudou-se para Lisboa quando José tinha dois anos. Aluno brilhante, ele teve de abandonar o ensino secundário aos 12 anos, por causa da falta de recursos de seus pais.

Ateu, cético e pessimista, Saramago sempre teve atuação política marcante e levantava a voz contra as injustiças, a religião constituída e os grandes poderes econômicos, que ele via como grandes doenças de seu tempo.

"Estamos afundados na merda do mundo e não se pode ser otimista. O otimista, ou é estúpido, ou insensível ou milionário", disse em dezembro de 2008, durante apresentação em Madri de "As pequenas memórias", obra em que recorda sua infância entre os 5 e 14 anos.

Saramago: romance 'O Evangelho segundo Jesus Cristo' gerou polêmica com Igreja Católica. (Foto: AFP)Filiado ao Partido Comunista português

Autodescrito como um "comunista libertário", ele também provocou polêmica ao chamar a Bíblia de "manual de maus costumes". Ao longo de seis décadas de carreira literária, publicou cerca de 30 obras, entre romances, poesia, ensaios, memórias e teatro.

Saramago publicou seu primeiro romance, "Terra do pecado", em 1947. Em 1969, sob a ditadura salazarista, ele filiou-se ao Partido Comunista português. Depois de 47, ele ficou quase 20 anos sem publicar, argumentando que "não tinha nada a dizer". Na época, teve empregos públicos e trabalhou como editor e jornalista.

Entre 1966 e 1975, publicou poesia: "Os poemas possíveis", "Provavelmente alegria" e "O ano de 1993". Em 1977, publicou o romance "Manual de pintura e caligrafia". Depois, vieram os contos de "Objeto quase" (1978) e a peça "A noite" (1979).

Mas o reconhecimento mundial só chegou com "Memorial do convento", de 1982, a que se seguiu "O ano da morte de Ricardo Reis", dois anos depois. Os dois romances receberam o prêmio do PEN Clube Português.

Nobel e Camões ao desafeto da Igreja

Seu romance "O evangelho segundo Jesus Cristo", de 1991, provocou polêmica com a Igreja Católica e foi proibido em Portugal em 1992.

O romance mostrava um Jesus humano, com dúvidas, fraquezas e conversando com um Deus cruel. Em um dos episódios, Jesus perdia sua virgindade com Maria Madalena.

Um ano depois disso, ele decidiu se mudar para a ilha de Lanzarote, no arquipélago espanhol das Canárias, onde ficou até morrer, sempre acompanhado pela sua segunda mulher, a jornalista e tradutora espanhola Pilar del Río.

Em 1995, ganhou o Prêmio Camões pelo conjunto da obra e publicou "Ensaio sobre a cegueira".

Em 1998, ele recebeu o Nobel de Literatura. Na justificativa da premiação, a academia afirmou que o português criou uma obra em que, "mediante parábolas sustentadas com imaginação, compaixão e ironia, nos permite captar uma realidade fugitiva".

Seu último romance foi "Caim", de 2009, também bastante criticado pela Igreja Católica por conta de sua visão pouco ortodoxa do Velho Testamento.

* Com agências internacionais

Encerrada a gerve de fome de Dutra, Therezinha e Mané....

Reproduzo mensagem de uma insuspeita militante, por quem tenho apreço, admiração, carinho e o máximo respeito:

Oi querido, Dimas


Rememorando Agostinho Neto - "a força do povo". Eis o rsultado:

UMA DECISÃO ACUADA

Embora não esteja na página oficial do PT, está em “PT na Câmara” Site Oficial da Liderança do PT, sábado, 19 de junho, 2010 (www.informes.org.br), veiculado no Boletim Informes nº 4506.

e:

Data: 19 de junho de 2010 05:20

Assunto: Informes nº 4506

Domingos Dutra e Manoel da Conceição encerram greve de fome

A celebração de um acordo coordenado pelo líder do PT na Câmara, deputado Fernando Ferro (PE), levou o deputado Domingos Dutra (PT-MA) e o líder camponês Manoel da Conceição a encerrarem a greve de fome iniciada no último dia 11. O entendimento prevê como item central o reconhecimento do direito dos petistas que compõem o campo político liderado por Domingos Dutra de apoiarem Flávio Dino, candidato a governador do Maranhão pelo PCdoB.

Segundo os termos do acordo, há o “reconhecimento do direito dos companheiros do Maranhão de apoiarem os candidatos majoritários de sua escolha dentro do arco de alianças nacional”. A decisão de suspender a greve foi tomada após entendimento entre a Liderança do PT e o presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra.

O líder do PT, deputado Fernando Ferro, avaliou que o acordo foi positivo."Acho que foi um esforço importante o reconhecimento de um impasse que existia e que nós queríamos superar porque o nosso objetivo principal é a vitória da candidata Dilma Rousseff nas eleições, reconhecendo também as questões regionais. Felizmente, graças à negociação e um processo de reconhecimento de lideranças históricas do PT, e com ajuda da direção nacional do partido, conseguimos estabelecer os procedimentos para o PT fazer a campanha no Maranhão. Por fim, saudamos a vontade política das partes em ajustar esse procedimento que pôs fim à greve de fome dos companheiros, o que para nós é importante tanto para preservá-los como seres humanos, com direitos, como figuras políticas importantes para a história do PT", afirmou.

Colaboraram no processo de finalização do entendimento os deputados petistas Magela (DF), Maria do Rosário (RS) e Virgílio Guimarães (MG), entre outros.

BEIJOS QUERIDO

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Morre José Saramago. Leia seu último post. Pensar, pensar...


"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma."
(Junho 18, 2010 por Fundação José Saramago / Última postagem no blog ofical do escritor. Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008.)

*José Saramago pelas lentes do fotógrafo Sebastião Salgado, que lamentou a perda: "Ele sempre foi um militante, comprometido com as causas sociais".

O corpo do escritor português José Saramago, que morreu nesta sexta-feira (18) em sua residência nas Ilhas Canárias, está sendo velado em uma biblioteca que leva o seu nome na cidade de Tías, localizada na ilha canária de Lanzarote. O prefeito de Tías, José Juan Cruz, decretou três dias de luto pelo escritor de "Ensaio sobre a cegueira", que estava com 87 anos e sofria de leucemia e problemas respiratórios.